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Investigação aponta que estudante de medicina brasileira sustentava seu assassino

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Investigação aponta que estudante de medicina brasileira sustentava seu assassino
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Investigação aponta que estudante de medicina brasileira sustentava seu assassino

Os detalhes que emergem sobre o brutal assassinato da estudante brasileira Julia Vitória Sobierai Cardoso, estudante de medicina, de 23 anos em Ciudad del Este, no Paraguai começam a se assemelhar a uma novela. Julia Vitória sustentava seu namorado, também brasileiro Vitor Rangel Aguiar, que a traía com outra estudante. Ao descobrir a traição, a vítima decidiu terminar o relacionamento. Acredita-se que isso tenha desencadeado a ação do assassino psicopata, que a matou com 67 facadas e depois deixou o local do crime calmamente.

A morte de Julia Vitória Sobierai Cardoso, estudante de medicina de 23 anos, em Ciudad del Este, revelou novos detalhes à medida que a investigação avança e depoimentos de familiares são coletados. A jovem foi assassinada dentro de seu apartamento no bairro de Obrero na última sexta-feira, dia 24 de abril de 2026.

De acordo com informações fornecidas pelo irmão da vítima, Gustavo Sobierai, o relacionamento de "Julia" com o principal suspeito, Vitor Rangel Aguiar, havia terminado semanas antes do crime, após ela descobrir a infidelidade dele. Apesar do término, o ex-namorado insistiu em reatar o relacionamento e manteve contato frequente.

Segundo a família, o relacionamento durou cerca de quatro meses. Durante esse período, os dois chegaram a morar juntos temporariamente após um incêndio na casa do suspeito. De acordo com o irmão, Julia sustentava financeiramente o então namorado, cobrindo despesas e comprando presentes para ele.

Imediatamente após o término, o comportamento do suspeito não apresentou sinais claros de agressividade, segundo relatos. A família, no entanto, afirma que ele continuou tentando se reaproximar dela. Cerca de duas semanas antes do assassinato, Gustavo chegou a conversar com o homem, que teria dito que ainda amava Julia e que respeitaria sua decisão.

O corpo da estudante foi encontrado por uma colega de quarto. Segundo o laudo pericial, a vítima apresentava 67 ferimentos perfurantes, a maioria causados ​​por tesoura de cutícula, além de ferimentos por arma branca. Os objetos utilizados no crime foram encontrados na cena do crime.

A Polícia Nacional e o Ministério Público estão investigando o caso como feminicídio. O acusado estudante brasileiro de 27 anos, está foragido e há indícios de que possa ter deixado o país. A investigação conta com o apoio das forças de segurança da região da tríplice fronteira.

A polícia também está investigando a dinâmica do crime e possíveis discussões anteriores ao assassinato, após relatos de barulhos no apartamento e inconsistências nos depoimentos.

Natural de Chapecó, Santa Catarina, Julia havia se mudado para o Paraguai para estudar medicina na Universidade da Integração das Américas, com o objetivo de se tornar pediatra. A morte causou choque entre amigos e familiares, que destacam a dedicação da jovem aos estudos e seus planos para o futuro, que foram interrompidos violentamente.

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