Lula diz a senadores que má fase é reversível e se vê como favorito em 2026
Por Tribuna Foz dia em Notícias

Lula diz a senadores que má fase é reversível e se vê como favorito em 2026
Um presidente descontraído, otimista e bastante à vontade. Foi assim que Lula chegou na última quarta-feira na residência oficial do Senado para um encontro com senadores, e ficou por mais de quatro horas de bate papo.
Acompanhado da ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais), Lula chegou por volta das 19 horas e foi recebido pelo anfitrião Davi Alcolumbre, que também fez questão de deixar o ambiente o mais informal possível.
Senadores que acompanharam o encontro disseram à coluna que todos fizeram avaliações do momento do governo e do país, ressaltaram a preocupação com a agenda econômica e com questões de segurança pública.
Não se sentaram à mesa, ocuparam os sofás e poltronas da sala principal da residência oficial. Lula e Alcolumbre —as estrelas do evento— ficaram em poltronas maiores e centralizadas. Não houve jantar, mas quitutes como tapioquinha, pastel e sanduíches abasteceram a conversa. Sem álcool. Apenas água, suco e refrigerante foram servidos.
Alcolumbre abriu o encontro agradecendo a presença de Lula e ressaltando a importância de que as conversas sejam frequentes e francas. "Este encontro reforça nosso compromisso com o diálogo construtivo e a harmonia entre o Senado Federal e o Executivo, fundamentais para o avanço das pautas de interesse nacional", disse o presidente do Senado, em nota divulgada após a reunião.
Apesar de a relação de Lula e Alcolumbre ser recente, os dois estão cada vez mais próximos: fizeram uma viagem à Ásia juntos, e aqueles que convivem com ambos destacam que há um clima de proximidade e confiança em curso.
Já pronto para o palanque
Em sua fala, Lula adotou um tom de campanha. Disse que está cuidando da saúde e pretende estar em forma para percorrer o país atrás de votos. Minimizou as pesquisas de opinião, que mostram desaprovação recorde e afirmou que vê um cenário "que não é imutável".
Segundo um parlamentar presente, Lula disse que a avaliação negativa não será permanente e que o governo vai passar a mostrar mais entregas e reverter a situação.
Ainda mais otimista, o presidente disse que se vê como favorito, independente de quem seja adversário. O nome de Tarcísio apareceu na roda de conversa. Lula evitou citar adversários nominalmente, mas no caso do governador de São Paulo reforçou que também acredita ser favorito mesmo com "quase todo o agro, a Faria Lima e empresários fechados" com o ex-ministro de Jair Bolsonaro.
A análise de Lula é que ser candidato à reeleição lhe dá vantagens importantes e que haverá tempo para o governo divulgar as ações desenvolvidas. A intenção —capitaneada pelo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidonio Palmeira— vai ser investir forte na publicidade.
O argumento contra críticas por se gastar dinheiro em campanhas é que o governo tem a obrigação de prestar contas e informar o que está sendo feito.
Segundo auxiliares do presidente, seu otimismo teria também explicações em pesquisas internas que estão sendo feitas pelo Planalto, que mostram um cenário estável na avaliação. A crença é que daqui para frente a curva começará a ser revertida.
Além de viagens pelo país, Lula também prometeu aos senadores que terá uma relação mais próxima e prometeu empenho por todos em palanques em 2026. Fez elogios a ministra Gleisi e disse que vai cumprir a promessa feita na posse da ministra de diminuir a distância entre Congresso e Executivo.
Inclusive, já está em curso a organização de uma agenda similar, com líderes da Câmara, na residência oficial do presidente Hugo Motta. O encontro deve acontecer nas próximas semanas.
Nesta sexta, Lula se encontrou com o cacique Raoni e foi cobrado para escolher um sucessor. Mas a depender do discurso para os senadores, essa ideia não passa por sua cabeça.
Davi Alcolumbre, presidente do Senado e do Congresso Nacional, após encontro com Lula teria dito "A presença do presidente Lula evidencia a importância de trabalharmos juntos, com respeito mútuo e cooperação, para enfrentar os desafios que o Brasil apresenta. Seguimos empenhados em construir pontes que fortaleçam nossa democracia e promovam o bem-estar de todos os brasileiros."
Fonte: Uol