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Morte de adolescente enquanto tirava manga em Maedianeira. Mais de 3 meses após crime, 3 réus permanecem foragidos

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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Morte de adolescente enquanto tirava manga em Maedianeira. Mais de 3 meses após crime, 3 réus permanecem foragidos

Luís Fernando Chiarentin, de 14 anos, foi morto no fim de 2024 em Medianeira. Os quatro suspeitos foram denunciados pelo MP à Justiça, que aceitou a denúncia, os tornando réus pelo crime

Mais de três meses após a morte do adolescente Luís Fernando Chiarentin, de 14 anos, três seguranças, dos quatro seguranças suspeitos pelo crime, permanecem foragidos, informou a Polícia Civil do Paraná no dia de ontem, sexta-feira (04/04/2025).

O crime que vitimou o adolescente ocorreu em 27 de dezembro de 2024, em Medianeira, no oeste do Paraná. Parte da ação dos suspeitos foi filmada por câmeras de segurança

O adolescente e dois amigos colhiam mangas em um pé quando foram surpreendidos pelos seguranças, um deles armado, que os impediu de sair do local. Um dos amigos foge, Luís e o outro amigo são brutamente agredidos. A polícia descartou que crime tenha sido motivado por eles estarem tirando frutas em terreno particular.

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou os quatro seguranças envolvidos na morte do adolescente em 27 de fevereiro deste ano. A denúncia foi aceita pela Justiça os tornando réus por homicídio qualificado, pela morte de Luís, e tentativa de homicídio pelas agressões contra o amigo dele.

Os três seguranças foragidos, de acordo com a Polícia Civil, são:

•   Jonatan Cremonezi Gomes dos Santos;

•   Gustavo Alves Rodrigues;

•   Adlas Alisson Rodrigues Paula;

O quarto segurança também réu pelo crime, Josemar Ribeiro, foi preso em Santa Catarina em 14 de fevereiro deste ano. Segundo a defesa, o suspeito passava pelo estado catarinense e se dirigia ao Paraná para se apresentar à polícia de Medianeira, porém o carro dele foi parado e por estar foragido, acabou preso. A defesa dele não se manifestou até esta publicação.

A defesa de Adlas Alisson Rodrigues Paula informou que aguardando o acesso integral ao processo "para entender todos os fundamentos que levaram à decretação da prisão" de Adlas.

"Qualquer decisão sobre sua apresentação será tomada com base nos elementos técnicos do caso, obviamente apenas após a defesa ter integral acesso ao processo", informou em nota a defesa, que finaliza afirmando que só se manifestará nos autos do processo.

O reportagem tenta identificar a defesa dos outros dois seguranças.

A Polícia Civil informou que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 197 da PCPR, 181 do Disque-Denúncia ou (45) 3264-2324 (WhatsApp), diretamente à equipe de investigação.

Os seguranças trabalhavam para uma empresa terceirizada "que presta serviço para a prefeitura municipal e usaram das câmeras de monitoramento para localizar o adolescente", segundo a Polícia Civil.

A reportagem questionou a Prefeitura de Medianeira se a empresa terceirizada onde trabalhavam os seguranças continua prestando serviço à cidade e se foi aberta alguma apuração interna sobre o caso, mas não obteve retorno até esta publicação.

Com informações do G1

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