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Mulher dá à luz no banheiro do hospital devido a suposta falta de atendimento em Presidente Franco

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Mulher dá à luz no banheiro do hospital devido a suposta falta de atendimento em Presidente Franco
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Mulher dá à luz no banheiro do hospital devido a suposta falta de atendimento em Presidente Franco

Uma mulher acabou dando à luz no banheiro da enfermaria do Hospital Distrital da cidade de Presidente Franco, no Paraguai, depois que segundo sua família, não recebeu atendimento oportuno da obstetra, apesar de estar em trabalho de parto. Eles também alegam que a obstetra os agrediu verbalmente quando insistiram para que a paciente fosse assistida.

A parturiente foi identificada como María del Carmen Arce, que deu entrada no hospital em 1º de janeiro de 2026, já em trabalho de parto. De acordo com seus familiares, após a troca de plantão, eles alertaram a obstetra que assumiria o turno sobre a situação da mulher em pelo menos duas ocasiões.

Os familiares afirmam que, longe de receberem assistência, foram repreendidos pela obstetra, que, em todos os momentos, teria minimizado a situação e não realizou uma inspeção mais detalhada ao assumir o turno.

Mais tarde, por volta das 05h:00 da manhã do dia de Ano Novo, e devido à falta de atenção da equipe médica, a mulher foi ao banheiro com a ajuda de um parente, onde entrou em trabalho de parto.

“Minha irmã já sabia que o bebê estava para nascer, pois era seu terceiro parto normal. Mesmo assim, a enfermeira disse para ela parar de gritar e que não era a hora certa, sem sequer examiná-la”, relatou um parente.

“Foi um milagre que meu sobrinho e minha irmã estejam vivos. O bebê poderia ter caído e sofrido consequências graves. Pessoas assim não deveriam estar cuidando de casos tão delicados”, lamentou a denunciante.

Apesar do ocorrido, tanto a mãe quanto o recém-nascido estão bem de saúde e receberam alta do hospital na última sexta-feira (02/01/2026). Os familiares mencionaram que só decidiram tornar a denúncia pública agora por medo de represálias.

A Dra. Andrea Giménez, diretora do Hospital Distrital, afirmou que soube do incidente ontem pelas redes sociais. Ele disse que solicitou um relatório do profissional de plantão para posteriormente encaminhá-lo à Décima Região de Saúde e fornecer as informações à imprensa.

Histórico de denúncias

Durante o último ano, este centro de saúde registrou diversas denúncias que forçaram a então diretora, Marta Sosa, a renunciar. Entre elas, uma denúncia de morte fetal, supostamente causada por um anestesiologista que abandonou seu turno.

Também foi relatada a morte de um menino de 8 anos durante sua transferência para uma clínica particular em Santa Rita, a 80 quilômetros de Presidente Franco. Na época, foi denunciada a existência de uma suposta "máfia" que encaminhava pacientes para determinadas clínicas, visto que o Ministério da Saúde posteriormente reembolsava os custos do atendimento.

Fonte e Foto: ABC

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