À beira do coma alcoólico, homem com 2.0 mg/l de álcool tentou matar a ex-companheira em Presidente Franco
Por Tribuna Foz dia em Notícias
À beira do coma alcoólico, homem com 2.0 mg/l de álcool tentou matar a ex-companheira em Presidente Franco
Policiais da 56ª Subestação Policial do bairro de San Isidro na cidade de Presidente Franco, no Paraguai, evitaram uma grande tragédia na noite de ontem, domingo 22 de março de 2026. Um homem de 51 anos foi preso após tentar assassinar sua ex-companheira em uma residência no Km 9. O suspeito, que já tinha duas ocorrências recentes de violência doméstica contra ele, estava em estado de extrema embriaguez e portava uma faca no momento da prisão.
O detido foi identificado como José Gavino Ramírez Adorno, de 51 anos de idade, residente no Km 11. De acordo com os registros policiais, Ramírez Adorno possui um histórico preocupante de violência: um caso aberto em novembro de 2025 e outro apenas dois dias antes do incidente, datado de 20 de março de 2026. A vítima, Sinthia Verónica Paraná, de 29 anos, precisou ser levada às pressas para o Hospital de Trauma para avaliação médica após o episódio violento.
Perseguição e nível extremamente alto de álcool no sangue
A polícia foi acionada para o local após um chamado de emergência. Ao chegarem, os policiais viram o agressor fugindo da casa em uma motocicleta Kenton / Joy, de cor vermelha, sem placas. Após uma breve, porém intensa perseguição, o homem foi detido a poucos metros de distância. Durante a prisão, Ramírez resistiu fisicamente, obrigando os policiais a usar a força para contê-lo. Uma faca com bainha marrom foi apreendida em sua posse.
Por ordem do Promotor Adjunto da Unidade nº 3, o advogado Cristian Morinigo foi submetido ao teste do bafômetro, que apresentou resultado positivo de 2.000 mg/l, nível de álcool no sangue três vezes superior ao limite legal para intoxicação alcoólica em muitas pessoas. Isso agrava sua situação jurídica por direção imprudente, além da acusação principal de tentativa de feminicídio.
O Ministério Público determinou a apreensão da motocicleta e a transferência do agressor para a Delegacia de Polícia de Alto Paraná, onde permanece sob custódia, sem direito a comunicação e à disposição da justiça. Este caso levanta, mais uma vez, questionamentos sobre a eficácia das medidas cautelares, visto que o agressor já possuía um mandado de prisão expedido menos de 48 horas antes.
