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Caminhoneiros anunciam paralisação na Ponte da Integração a partir de 3 de agosto

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Caminhoneiros anunciam paralisação na Ponte da Integração a partir de 3 de agosto
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Caminhoneiros anunciam paralisação na Ponte da Integração a partir de 3 de agosto

Categoria denuncia tratamento desigual e cobra revisão imediata das regras de circulação

Da Assessoria

A Federação dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado do Paraná (FETROPAR), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transporte e Logística (CNTTL) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Foz do Iguaçu e Região Oeste do Paraná (SITRO-FI) comunicaram oficialmente que realizarão uma paralisação na Ponte da Integração, entre Foz do Iguaçu (Brasil) e Presidente Franco (Paraguai), a partir das 7h do dia 3 de agosto de 2026. A mobilização foi anunciada por meio de ofício encaminhado à Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL).

Segundo o documento, o protesto ocorre em razão das novas regras estabelecidas pela Comissão Mista Paraguaio-Brasileira da Ponte da Integração, responsável pela regulamentação do fluxo de veículos e das normas alfandegárias na travessia internacional.

Caminhões de grande porte ficaram de fora

De acordo com as entidades, o novo cronograma autorizou a passagem diária de aproximadamente 350 caminhões de menor porte em lastro (vazios), exclusivamente pela Ponte da Integração, entre 7h e 19h. No entanto, cerca de 200 caminhões de grande porte também em lastro não foram incluídos na autorização para utilizar a mesma rota durante esse período.

As entidades afirmam que essa diferenciação cria um tratamento desigual entre profissionais que exercem a mesma atividade, contrariando princípios de isonomia e valorização do trabalho.

Motoristas enfrentam condições precárias

O ofício também relata que os caminhões de grande porte permanecem concentrados em Presidente Franco, no Paraguai, onde os motoristas estariam submetidos a condições consideradas inadequadas.

Segundo a manifestação, os trabalhadores enfrentam locais sem infraestrutura, falta de segurança, dificuldades de acesso à água potável e ausência de condições mínimas de higiene, conforto e dignidade enquanto aguardam autorização para seguir viagem.

Reivindicação é por igualdade de tratamento

A principal reivindicação apresentada pela FETROPAR e pelo SITRO-FI é que os caminhões de grande porte em lastro também sejam autorizados a utilizar a Ponte da Integração no mesmo horário das 7h às 19h, garantindo igualdade de tratamento entre todos os transportadores internacionais de cargas.

As entidades defendem que a mudança proporcionaria melhores condições de trabalho, maior segurança aos caminhoneiros e uma distribuição mais equilibrada do fluxo de veículos na fronteira.

Paralisação seguirá até que haja solução

No documento, as entidades informam que a paralisação será uma forma de pressionar as autoridades responsáveis pela revisão das regras adotadas pela Comissão Mista. O movimento reivindica uma solução que assegure tratamento isonômico para todos os motoristas que atuam no transporte internacional de cargas.

O ofício é datado de 29 de julho de 2026, em Foz do Iguaçu, e foi assinado pela FETROPAR e pelo SITRO-FI, que solicitam o apoio da CNTTL na defesa dos direitos dos trabalhadores do transporte rodoviário de cargas.

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