FIFA investiga faixa da Argentina sobre as Ilhas Malvinas antes da final da Copa do Mundo
Por Tribuna Foz dia em Notícias
FIFA investiga faixa da Argentina sobre as Ilhas Malvinas antes da final da Copa do Mundo
A exibição da faixa na última quarta-feira, 15 de julho de 2026, no estádio de Atlanta também levou o Reino Unido, que administra o arquipélago Ilhas Malvinas, no Atlântico Sul, a exigir uma investigação "minuciosa". A faixa foi exibida minutos depois de Lionel Messi e seus companheiros de equipe garantirem uma dramática vitória por 2 a 1 em mais uma virada.
A FIFA informou que, "de acordo com o procedimento padrão", seu comitê disciplinar "está revisando os relatórios da partida e avaliando as circunstâncias relevantes antes de decidir sobre qualquer ação adicional, de acordo com o Código Disciplinar". Após a vitória contra a Inglaterra em uma das partidas mais acirradas da Copa do Mundo, os jogadores argentinos exibiram uma faixa no campo proclamando "As Ilhas Malvinas são argentinas".
A exibição da faixa pode constituir uma violação das regras da FIFA, que proíbem quaisquer manifestações políticas dentro dos estádios durante seus torneios.
As Ilhas Malvinas, localizadas a 600 km da costa argentina, continuam sendo um tema sensível nas relações entre Londres e Buenos Aires, que seguem disputando sua soberania, e se tornaram um elemento-chave na partida semifinal entre Argentina e Inglaterra.
“A Copa do Mundo pode não ser nossa, mas as Ilhas Malvinas são”, declarou um porta-voz de Downing Street, exigindo uma investigação “minuciosa” da FIFA. O presidente argentino, Javier Milei, minimizou a controvérsia em torno da faixa, afirmando que “é um sentimento compartilhado por todos os argentinos, e é perfeitamente válido e legítimo que o expressem”.
O presidente insistiu, no entanto, que as Malvinas serão recuperadas por meio de canais diplomáticos e não com “patriotismo barato”. Segundo a imprensa argentina, a faixa foi feita no dia da partida por torcedores em Atlanta, utilizando um lençol de hotel.
Fonte: AFP
