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Mulher "braba" apanhou em casa e por fim foi presa após agredir um socorrista do Siate

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Mulher "braba" apanhou em casa e por fim foi presa após agredir um socorrista do Siate
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Mulher "braba" apanhou em casa e por fim foi presa após agredir um socorrista do Siate

Na crônica urbana de Foz do Iguaçu, a noite deste sábado, 10 de janeiro de 2025, por volta das 21h:00, resolveu estrear um roteiro que mistura tragédia doméstica, confusão pública e um toque de teatro do absurdo. A protagonista: uma mulher de 26 anos, ferida, pedindo socorro na Avenida Morenitas, cruzamento com a Rua Pedro Manoel Gonzales, no Bairro Porto Meira, após apanhar em uma casa na Invasão do Bubas. O que, por si só, já seria motivo suficiente para indignação, investigação e amparo. Mas a história, como quase sempre no Brasil, resolveu sair do script básico e mergulhar no pastelão.

A Guarda Municipal encontra a vítima, a cabeça machucada, precisando de sutura. Tudo indicava que o enredo seguiria o caminho óbvio: atendimento médico, proteção, apuração do agressor. Entra em cena o SIATE (Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e Emergência) do Corpo de Bombeiros, aqueles que literalmente correm em direção ao caos quando todo mundo foge. E é aí que a tragicomédia ganha seu clímax. A vítima, já machucada pela violência doméstica, decide que o próximo adversário da noite seria justamente quem estava ali para ajudá-la.

Num acesso de fúria, dor, descontrole ou sei lá o quê, ela agride um socorrista do Siate. Pronto. Em segundos, o papel de vítima começa a se misturar perigosamente com o de autora de crime. O resultado? Camburão da Policia Militar, UPA Morumbi e depois delegacia. Uma cena que parece escrita por um roteirista especializado em ironias cruéis: quem apanhou em casa acaba presa por bater em quem tentava salvar.

E o mais triste é que, no meio desse caos, a violência inicial, aquela que realmente importa, corre o risco de virar nota de rodapé. Quem bateu nela em casa? Onde está esse agressor? Provavelmente livre, enquanto o socorrista machucado e a mulher algemada identificada como sendo Flavia Cristina Furlan Bonetti, de 26 anos de idade, que acabou virando os protagonistas oficiais do boletim de ocorrência.

No Brasil real, a lógica é essa: a violência doméstica quase sempre fica em segundo plano, e o espetáculo da confusão toma o centro do palco. E assim seguimos, tratando dramas humanos como se fossem apenas mais um episódio de uma série policial mal roteirizada, onde ninguém sai ileso, nem quem apanha, nem quem socorre.

Fotos: Enrique Alliana

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