Policial Civil afastado é preso em operação sobre comércio ilegal de medicamentos em Foz do Iguaçu
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Policial Civil afastado é preso em operação sobre comércio ilegal de medicamentos em Foz do Iguaçu
Crime aconteceu em Londrina. Nesta sexta-feira 06 de fevereiro de 2026, policial foi preso pelo Gaeco. Câmera de segurança flagrou ele carregando pacote, que não foi mais localizado
Um policial civil de Foz do Iguaçu/PR, foi preso temporariamente nesta sexta-feira 06 de fevereiro de 2026, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Ele é suspeito de fingir estar em uma investigação para roubar um pacote com ampolas de medicamentos para emagrecimento que não são autorizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
O Gaeco informou que esses medicamentos estavam guardados em uma empresa de transporte, depois que funcionários encontraram o conteúdo escondido em uma das poltronas de um ônibus. O policial civil foi ao local e, demonstrando estar armado, apresentou a história de que havia sido designado para recolher o pacote.
O nome dele não foi divulgado. Ele estava afastado das funções por responder a outro processo administrativo, e o documento funcional dele estava apreendido.
Foram cumpridos dois mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão. Os endereços ficam em Londrina, Foz do Iguaçu e Bragança Paulista/SP.
A segunda pessoa presa é uma mulher que realizou o transporte dos medicamentos.
Um dos alvos de busca e apreensão é uma moradora do estado de São Paulo, suspeita de ser a compradora. Na casa dela, os policiais encontraram ampolas.
Crimes investigados:
• Associação criminosa armada;
• Roubo majorado pelo concurso de pessoas e uso de arma de fogo;
• Distribuição e venda de produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais.
Até a última atualização desta reportagem, o Gaeco permanece apurando como funciona o esquema de transporte, venda e compra desses medicamentos. Veja abaixo como foi a descoberta dos crimes e a atuação do policial.
Como a investigação começou
De acordo com Ricardo Jorge, delegado do Gaeco, o crime aconteceu no dia 28 de janeiro. Entretanto, a investigação mostrou que o esquema iniciou no dia anterior.
No dia 27 de janeiro, um ônibus de viagem de Foz do Iguaçu desembarcou na rodoviária de Londrina. Uma passageira escondeu um pacote com ampolas do medicamento em uma das poltronas, ao perceber que, naquele momento, o Batalhão de Polícia de Fronteira (BPFron) estava realizando uma fiscalização no local.
"Ela deixa esse pacote, consegue sair e escapar da fiscalização", disse o delegado.
Ainda no dia 27, a mulher foi à garagem da empresa de transporte e pediu para entrar no ônibus que estava mais cedo. Ela alegou aos funcionários que havia deixado cair uma corrente de ouro no veículo. Os funcionários, entretanto, não permitiram a entrada dela. "Ela confessa que tratava-se de medicamentos, que precisava pegar os medicamentos, e oferece um dinheiro. Primeiro R$ 500 e depois R$ 1.000", o delegado relata ao destacar que a oferta foi negada.
Depois que ela saiu, os funcionários retiraram o pacote do ônibus e notificaram a empresa.
No dia 28 de janeiro de 2026, a câmera de segurança da empresa de transporte filmou o policial civil entrando. Lá, ele conversou com o gerente, fez menção de estar armado e apresentou um documento funcional falso.
Fonte: G1
