Reviravolta no caso da advogada acusada de receptação
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Reviravolta no caso da advogada acusada de receptação
Enrique Alliana - Jornalista
No último sábado, 21 de fevereiro de 2026, por volta das 16h:00, policiais militares do 14º Batalhão da Policia Militar de Foz do Iguaçu foram abordados por uma vítima de furto de veículo ocorrido no estacionamento do Pesque Pague Triangulo, na baixada da Avenida Jules Rimet, região do Bairro Berverly Falls Parque.
O responsável informou aos militares que o veículo VW / Amarok, de placas paraguaias não estaria em seu nome, porem como ele estava em posse do veículo, e responsável pelo mesmo, teria alertado o crime de furto. De pronto informou que em seu celular possuía sistema de rastreamento via GPS em tempo real, dando indicativo de onde estaria o veículo de luxo naquele momento.
De pronto, três equipes militares, incluindo o CPU (Comando de Policiamento da Unidade) deslocaram até o Condomínio Residencial Quinta do Sol, na Avenida das Cataratas, onde localizaram o veículo furtado na garagem de uma residência.
Na residência, foi abordado um adolescente, que informou que ele quando chegou na residência a caminhonete já se encontrava na garagem. A proprietária do imóvel, a advogada Adriana Aparecida da Silva, não se encontrava no imóvel, porem ao ter ciência dos fatos, deslocou até a Delegacia da Policia Civil, para aguardar a equipe policial onde prontamente se apresentou aos policiais militares, sendo presa, assegurado seus direitos constitucionais, e logo em seguida apresentaram a autoridade policial de plantão pelo crime de receptação.
Já na Delegacia da Policia Civil, foi apresentado a situação ao Delegado de Plantão Marcelo Pereira Dias.
Sete horas depois dos fatos, já por volta das 23h:00, o Delegado responsável pela 11ª Central Regional de Flagrantes (6ª SDP) entendeu pela não ratificação do estado de flagrância por parte da advogada Adriana Aparecida da Silva, pois segundo o delegado a advogada "pelo menos em tese, não detinha conhecimento da suposta ilicitude do veículo. Isso porque o automóvel não foi conduzido por ela até o local da apreensão e, conforme seu relato, Natan Taube conduziu o veículo até a casa, lá deixando juntamente com um documento e as chaves do automotor".
"Não obstante, para completa elucidação do fato e a determinação de eventual conduta típica, sugere-se a realização das seguintes diligências:
1. A realização de vistoria no veículo apreendido, a fim de confirmar os seus sinais identificadores;
2. A intimação e oitiva de Natan Taube e de Cleber dos Santos, para que prestem esclarecimentos que permitam identificar o responsável por conduzir o veículo do Peque Pague até a residência da Sra. Adriana e se agiu a mando de alguém;
3. A realização de outras diligências que a autoridade policial julgar cabíveis para a completa elucidação dos fatos", finalizou o despacho do Delegado Marcelo Pereira Dias, já na madrugada de domingo (22/06/2026).
Uma coisa é certa, a Policia Civil vai apurar se realmente houve crime de furto, ou exercício arbitrário das próprias razões, bem como apurar quem teria se apoderado do veiculo e o porque foi guardado na casa da advogada Adriana Aparecida da Silva?
