27 suspeitos de esquema que movimentou R$ 30 milhões no Paraná são presos em operação
Por Tribuna Foz dia em Notícias
27 suspeitos de esquema que movimentou R$ 30 milhões no Paraná são presos em operação
Segundo Polícia Civil, mandados de prisão preventiva e de prisão em flagrante foram cumpridos na manhã de ontem, quarta 05 de agosto de 2026. Polícia também apreendeu armas, drogas e determinou bloqueio de bens e contas dos investigados
Uma operação da Polícia Civil prendeu 27 pessoas realizada no dia de ontem, quarta-feira 05 de agosto de 2026 durante a quarta fase da Operação Gift, que investiga uma organização criminosa suspeita de movimentar cerca de R$ 30 milhões com tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro no Paraná e em Santa Catarina.
Até o fim da manhã, 19 dos 21 mandados de prisão preventiva haviam sido cumpridos. Outras oito pessoas foram presas em flagrante. A operação também apreendeu drogas e armas. As identidades dos presos não foram divulgadas.
Ao todo, a Justiça expediu 93 ordens judiciais, sendo 21 mandados de prisão preventiva, 37 de busca e apreensão domiciliar e 35 de busca pessoal. Também foram determinados bloqueios de contas e aplicações financeiras de 26 investigados, além do sequestro de imóveis, veículos e outros bens ligados ao grupo.
As ordens são cumpridas em Pato Branco, Vitorino, Francisco Beltrão, Cascavel, Foz do Iguaçu e Curitiba, no Paraná, e em Florianópolis, Balneário Camboriú e Galvão, em Santa Catarina.
Segundo a delegada Franciela Alberton, responsável pela investigação, a organização tinha atuação estruturada e abastecia o Sudoeste do Paraná e o Oeste catarinense com drogas adquiridas na região de Foz do Iguaçu.
Investigação começou após prisão
As investigações começaram após a prisão em flagrante de um homem que transportava cerca de 65 quilos de maconha em Itapejara d'Oeste. Segundo a polícia, os tabletes estavam embrulhados em papel de presente.
Ao longo de aproximadamente um ano de apuração, a Polícia Civil identificou a estrutura hierárquica da organização, incluindo responsáveis pela compra, transporte e distribuição dos entorpecentes, além do esquema financeiro usado para ocultar o dinheiro obtido com o tráfico.
“As apurações também permitiram individualizar as funções dos integrantes, os mecanismos de financiamento, a logística de transporte, a ocultação patrimonial e o esquema de lavagem de dinheiro utilizado pelo grupo”, ressalta a delegada.
As investigações apontam que a quadrilha era liderada por um homem de 38 anos e tinha estrutura familiar. Segundo a polícia, parentes do suspeito participavam da movimentação financeira, da ocultação de patrimônio e da logística do grupo.
De acordo com a delegada, o grupo movimentou aproximadamente R$ 30 milhões pelo sistema bancário. Parte do lucro obtido com o tráfico era transportada em dinheiro entre Pato Branco e Foz do Iguaçu para dificultar o rastreamento dos valores.
As diligências também identificaram o uso de empresas para ocultar a origem do dinheiro e a adulteração de cocaína com substâncias como cafeína para aumentar o volume da droga comercializada. Por causa dessas suspeitas, uma farmácia de Pato Branco e o proprietário do estabelecimento foram alvo de mandados de busca e apreensão.
Fonte: G1
