Apesar das tarifas de Trump, FMI reconhece que governo Lula está fortalecendo a economia
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Apesar das tarifas de Trump, FMI reconhece que governo Lula está fortalecendo a economia
Organismo internacional destacou solidez do sistema bancário e reforma do IVA, além da "notável resiliência diante de múltiplos choques" econômicos
Apesar dos ataques do presidente dos EUA, Donald Trump, contra o Brasil e da imposição de tarifas, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu o crescimento da economia brasileira durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
A organização internacional que historicamente exigiu cortes nos direitos sociais e nas economias da América Latina declarou no dia de ontem, quinta-feira 23 de julho de 2026, a resiliência da economia brasileira e projetou que o Produto Interno Bruto (PIB) crescerá 2,4% este ano.
“A projeção é de que o crescimento aumente para 2,4% em 2026, impulsionado por uma melhoria nos termos de troca associada a preços globais mais altos do petróleo e apoio fiscal, antes de desacelerar em 2027 devido à continuidade das condições monetárias restritivas destinadas a trazer a inflação de volta à meta”, destacou a agência.
O FMI destacou que a economia brasileira demonstrou “notável resiliência diante de múltiplos choques”. Observou também que o sistema bancário permanece sólido, com instituições bem capitalizadas, alta liquidez e riscos sistêmicos sob controle.
A entidade destacou a normalização da política monetária e fatores estruturais, como a reforma do IVA aprovada em 2023 e o aumento da produção de hidrocarbonetos.
A agência prevê, no entanto, que a inflação aumentará temporariamente este ano para 5,6% em termos homólogos até o final de 2026, em parte devido aos elevados preços internacionais do petróleo.
Posteriormente, a inflação deverá convergir gradualmente para a meta de três por cento até meados de 2028. Nesse contexto, os cortes na taxa de juros têm sido compatíveis com o regime de metas de inflação do Brasil.
Ao comentar sobre as pressões inflacionárias decorrentes do aumento dos preços globais da energia, o FMI, em sua intervenção, afirmou que o Banco Central deveria manter “flexibilidade” em suas próximas decisões .
A entidade considerou que o Brasil deveria aproveitar a receita extraordinária do petróleo para reduzir de forma sustentável a dívida pública e gerar espaço para investimentos prioritários.
Fonte: Opera Mundi
