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Líderes do BRICS exigem que EUA ponham fim ao bloqueio contra Cuba

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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Líderes do BRICS exigem que EUA ponham fim ao bloqueio contra Cuba

Presente na cúpula do bloco, chanceler cubano Bruno Rodríguez reafirmou compromisso da ilha em promover e desenvolver cooperação entre países do Sul

Os líderes do grupo BRICS aprovaram no sábado (12/09/2026) uma declaração de 140 pontos abordando as questões globais mais prementes e, entre outras coisas, expressaram a necessidade de o governo dos Estados Unidos encerrar as sanções econômicas, comerciais e financeiras contra Cuba.

Entre 1º de março de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, a guerra econômica da Casa Branca contra Cuba registrou um valor recorde de prejuízos, totalizando US$ 8.083.300 (R$ 41,3 milhões), enquanto os danos acumulados decorrentes da aplicação do bloqueio somam US$ 178.700.500.000 (R$ 915,2 bilhões).

Em seu Artigo 27, a declaração enfatizou o caráter da América Latina e do Caribe como uma zona de paz, baseada no respeito mútuo, na solução pacífica de controvérsias e na não intervenção.

As principais autoridades e representantes de alto escalão das 11 nações emergentes que compõem o BRICS (Brasil, Índia, China, Rússia, África do Sul, Etiópia, Egito, Irã, Indonésia, Emirados Árabes Unidos e Arábia Saudita) expressaram sua “profunda preocupação com a situação em Cuba devido ao endurecimento das medidas de bloqueio unilateral contra o país, seus efeitos adversos sobre a economia cubana, o fornecimento de energia e o preocupante impacto humanitário sobre o povo cubano”.

Os líderes do BRICS, que têm rejeitado consistentemente as medidas coercitivas dos EUA e de seus países satélites, bem como a guerra comercial de Washington, exigiram o cumprimento da Resolução A/RES/80/4 da Assembleia Geral da ONU e o fim do bloqueio da Casa Branca. Reafirmaram ainda o compromisso com o espírito de respeito mútuo, igualdade soberana, solidariedade, democracia, abertura, inclusão e consenso.

A posição dos BRICS foi consistente com sua rejeição à imposição de medidas coercitivas unilaterais, tanto sanções unilaterais quanto sanções secundárias, que são contrárias ao direito internacional.

Direito ao desenvolvimento e segurança alimentar

Os BRICS declararam que as sanções afetam “os direitos ao desenvolvimento, à saúde e à segurança alimentar da população em geral dos Estados afetados “, prejudicando, assim, “os pobres e vulneráveis de forma desproporcional, aprofundando a exclusão digital e exacerbando os problemas ambientais”.

O texto enfatiza que as medidas coercitivas unilaterais “minam o direito internacional e os princípios e objetivos da Carta das Nações Unidas ” e que são “sanções não autorizadas pelo Conselho de Segurança da ONU”.

Entre outros temas, a Declaração destacou as duas décadas de existência do grupo BRICS, sua expansão e seu compromisso em fortalecer a cooperação nos três pilares: político-securitário, econômico-financeiro e cultural (entre os povos).

Além disso, reiteraram a necessidade de reformar o sistema multilateral, incluindo a ONU e seu Conselho de Segurança, para torná-lo mais democrático, representativo e eficaz, aumentando a participação dos países em desenvolvimento (África, Ásia e América Latina).

Durante os debates, o Ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, reafirmou o compromisso da ilha em promover e desenvolver a cooperação entre os países do Sul Global. Ele acrescentou que essa colaboração é o caminho para a construção de uma nova ordem econômica internacional mais justa, equitativa e democrática.

Fonte: Opera Mundi

 

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