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Após Netanyahu confirmar participação em Assembleia Geral, forças israelenses invadem instalações da ONU

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Após Netanyahu confirmar participação em Assembleia Geral, forças israelenses invadem instalações da ONU

Premiê israelense embarcou para Washington para encontro com Trump nesta terça (28/07/2026); funcionários da UNRWA ficaram presos em sede da entidade no campo de refugiados de Qalandiya

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, embarcou nesta segunda-feira, 27 de julho de 2026 para os Estados Unidos, onde se reunirá com o presidente norte-americano, Donald Trump, em Washington, na terça-feira (28/07/2026). O premiê israelense confirmou, em entrevista à emissora norte-americana Fox News, no dia de ontem, domingo (26/07), que pretende comparecer à Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York.

Netanyahu criticou as ameaças de prisão feitas pelo prefeito da cidade, Zohran Mamdani. O gestor novaiorquino defendeu o cumprimento do mandado de prisão  emitido pelo Tribunal Penal Internacional (TPI) contra o premiê israelense, caso ele entre na cidade para participar do evento.

Netanyahu acusou Mamdani de “incitar o ódio”, afirmando que ele “deveria ser o prefeito de todos os nova-iorquinos, judeus, cristãos, muçulmanos, todos. Mas está tentando colocar um grupo contra o outro”. Ele ainda relacionou as declarações do prefeito ao aumento de episódios antissemitas nos Estados Unidos e afirmou que “os judeus estão com medo agora. Acho que isso está errado. Tudo isso está errado”.

Apesar da confirmação de sua participação na Assembleia Geral, as forças israelenses invadiram na noite de ontem, domingo (26/07/2026), as instalações da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA) no campo de refugiados de Qalandiya, ao norte de Jerusalém Oriental, na Cisjordânia ocupada.

Segundo o governo de Jerusalém, os funcionários das Nações Unidos ficaram presos durante a invasão, em um dos salões do centro de treinamento da UNRWA, após a entrada das tropas israelenses com granadas de efeito moral e gás lacrimogêneo, causando um incêndio.

Semanas antes, autoridades locais alertaram sobre um plano visando a demolição do centro de treinamento. Segundo a Comissão de Colonização e Resistência ao Muro, já foram realizadas 341 demolições no primeiro semestre deste ano, destruindo 740 estruturas e afetando 923 palestinos, na Cisjordânia ocupada.

Já, na Faixa de Gaza, forças israelenses atacaram um grupo de civis em frente a uma escola da UNRWA utilizada como abrigo por palestinos, em Deir el-Balah, na região central do território.

Fonte: Opera Mundi

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