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Bombeiros de três estados realizam treinamento de resgate em águas rápidas no Rio Iguaçu

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Bombeiros de três estados realizam treinamento de resgate em águas rápidas no Rio Iguaçu
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Bombeiros de três estados realizam treinamento de resgate em águas rápidas no Rio Iguaçu

Bombeiros militares do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão reunidos em Foz do Iguaçu para uma série de treinamentos voltados ao aprimoramento das técnicas de resgate em águas rápidas.

As atividades fazem parte da 3ª Jornada Respad Sul e colocam os profissionais diante de alguns dos cenários mais complexos para operações de salvamento, envolvendo corredeiras, cachoeiras, estruturas de pontes e áreas de difícil acesso.

A capacitação integra uma sequência de três simulados entre as corporações e dá continuidade à cooperação iniciada em maio. O objetivo é padronizar procedimentos e fortalecer a capacidade de resposta conjunta em situações de grandes enchentes, inundações e ocorrências de resgate em águas rápidas.

Os exercícios acontecem durante o dia e também à noite, com situações simuladas para reproduzir condições de estresse e dificuldade semelhantes às encontradas em ocorrências reais.

Cenário na cachoeira da usina

Um dos exercícios foi realizado na região da Cachoeira da Usina, no Rio Iguaçu.

No cenário simulado, um grupo realizava uma atividade recreativa próximo à cachoeira quando ocorreu uma elevação repentina do nível da água.

Durante a ocorrência simulada, uma pessoa teria caído na cachoeira e relatado que não conseguia mais se deslocar, enquanto outra vítima teria ficado isolada sobre uma formação rochosa, cercada pela força da correnteza.

Como o terreno dificultava uma aproximação convencional, foi necessário integrar operações aéreas e aquáticas.

A simulação envolveu reconhecimento e avaliação da ocorrência, definição de uma estratégia integrada, posicionamento das equipes, acesso e contato com a vítima, emprego aéreo com içamento, extração coordenada e remoção para atendimento.

Entre os objetivos estavam a integração entre operações aéreas e aquáticas, comando unificado, comunicação entre as equipes, avaliação de riscos, planejamento da extração e segurança das equipes e das vítimas.

Resgate vertical na sapata da ponte

Outro cenário foi montado na região da Sapata da Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga o Brasil à Argentina.

Na simulação, uma pequena embarcação navegava nas proximidades da ponte quando entrou em um trecho de forte correnteza. O piloto perdeu o controle, colidiu contra a estrutura de um dos pilares e a embarcação acabou sendo arrastada.

Uma vítima conseguiu alcançar a base do pilar, mas ficou ilhada e impossibilitada de retornar por meios próprios.

O cenário considerou uma vítima consciente, porém com lesões aparentes nas pernas e exposta a riscos como queda, fadiga, hipotermia e à própria força da correnteza.

Nesse caso, os bombeiros precisaram realizar o reconhecimento da área, controlar o tráfego e isolar o local, instalar sistemas de ancoragem, acessar a vítima por meio de técnicas de salvamento vertical, realizar o contato e preparar a extração segura, com posterior entrega à equipe médica.

Simulação com segunda ocorrência

Um dos exercícios também contou com uma segunda ocorrência simulada para testar a capacidade de gerenciamento das equipes.

Quando a primeira ocorrência estava aproximadamente 50% concluída, a Central de Operações transmitiu uma nova situação: uma embarcação teria sofrido um acidente no Rio Tamanduá, virando durante a descida.

Uma pessoa teria ficado presa em uma formação rochosa e uma nova equipe especializada precisaria ser mobilizada.

A situação teve como objetivo avaliar a capacidade dos bombeiros de comandar e controlar ocorrências simultâneas, definir prioridades com base no risco, dividir recursos humanos e materiais, manter a segurança das equipes e das vítimas e preservar a comunicação com a Central.

Equipamentos de alta tecnologia

A atividade realizada nesta quinta-feira, 20 de agosto, contou com o apoio logístico e a infraestrutura do Macuco Safari, que possui décadas de experiência em navegação no Parque Nacional do Iguaçu.

Outro destaque são as motoaquáticas Rescue Runner, de fabricação sueca, adquiridas pelo Governo do Paraná com investimento superior a R$ 2 milhões.

As embarcações foram desenvolvidas para operações de salvamento em locais críticos e de difícil acesso e estão sendo utilizadas para auxiliar as equipes durante os treinamentos.

Chuva também fez parte do desafio

A chuva também dificultou um pouco as atividades.

No momento em que os trabalhos aconteciam no Rio Iguaçu, próximo às Cataratas, no interior do Parque Nacional do Iguaçu, estava previsto um dos cenários de simulação de resgate.

As condições climáticas melhoraram posteriormente, permitindo a realização do treinamento.

A atividade demonstra a importância da integração entre diferentes corporações para que, em uma ocorrência real, as equipes estejam preparadas para tomar decisões rápidas, trabalhar em conjunto e, principalmente, salvar vidas.

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