Briga por espaço termina com barraca destruída e duas vítimas na feirinha da JK em Foz do Iguaçu
Por Tribuna Foz dia em Notícias
PANCADARIA NA FEIRINHA DA JK
Briga por espaço termina com barraca destruída e duas vítimas na feirinha da JK em Foz do Iguaçu
Confusão entre feirantes provoca cenas de violência, deixa adolescente de 15 anos entre os agredidos e causa prejuízo a uma família que depende da feira para sobreviver
O que deveria ser mais um dia de trabalho e movimentação comercial na tradicional Feirinha da JK, em Foz do Iguaçu, transformou-se em um verdadeiro cenário de pancadaria, destruição e desespero.
Uma discussão envolvendo a ocupação de espaço na feira, realizada na Avenida Juscelino Kubitschek, terminou em agressões físicas, equipamentos destruídos e duas pessoas feridas, entre elas um adolescente de apenas 15 anos.
Vídeos registrados por testemunhas mostram momentos de tensão, com várias pessoas discutindo, trocando agressões e danificando uma barraca utilizada para a venda de pastéis e caldo de cana.
Óleo quente, chutes e destruição: Por pouco não aconteceu uma tragédia
Uma das cenas mais preocupantes registradas nas imagens mostra uma mulher chutando uma panela utilizada para frituras, que estava sobre o fogo.
Com o impacto, o óleo quente se espalhou pelo chão e quase atingiu um rapaz que tentava segurar a estrutura da barraca enquanto outros envolvidos danificavam os equipamentos.
A situação poderia ter provocado queimaduras graves e transformado a confusão em uma tragédia de proporções ainda maiores.
Disputa por espaço teria sido o estopim da pancadaria
Segundo a proprietária da barraca destruída, a família trabalha há anos na Feirinha da JK, comercializando pastéis e caldo de cana durante os finais de semana.
No dia da ocorrência, os familiares haviam acabado de montar a estrutura e começavam a atender os primeiros clientes quando surgiu uma discussão com outro comerciante, que também pretendia ocupar o mesmo espaço.
A feirante explicou que os pontos de comercialização possuem delimitações previamente estabelecidas para garantir a organização das atividades. Entretanto, segundo sua versão, o outro comerciante não teria respeitado os limites demarcados.
O desentendimento, inicialmente verbal, rapidamente evoluiu para agressões físicas e destruição dos equipamentos.
Adolescente de 15 anos e pai são agredidos
De acordo com o relato da proprietária, seu filho, de apenas 15 anos, e o pai do adolescente foram agredidos durante a confusão.
Outros comerciantes precisaram intervir para separar os envolvidos e impedir que a violência continuasse.
A Polícia Militar e a Guarda Municipal foram acionadas, e um boletim de ocorrência foi registrado para documentar os fatos.
Além das agressões, a família contabiliza um prejuízo financeiro significativo. Praticamente todos os equipamentos e materiais utilizados na preparação e comercialização dos alimentos foram danificados ou destruídos. Segundo a feirante, restou apenas parte da estrutura da barraca.
Depois da pancadaria, vieram as ameaças
Como se não bastassem as agressões e os prejuízos materiais, a proprietária afirma que seus familiares passaram a receber ameaças depois do episódio. A mulher, que trabalha na feira há muitos anos, declarou nunca ter enfrentado uma situação semelhante.
Agora, além da preocupação com a recuperação dos prejuízos, a família teme pela própria segurança. As denúncias de agressões, ameaças e danos materiais deverão ser apuradas pelas autoridades competentes.
Guarda Municipal chegou quando a confusão já havia terminado
Procurado pela reportagem da Rádio Cultura, o diretor da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu, Ubirajara Pigatto Ribeiro, informou que as equipes chegaram ao local quando a briga já havia terminado.
Segundo ele, os envolvidos não estavam mais presentes no momento da chegada dos agentes.
Fundação cultural é questionada sobre a segurança na feirinha
A Fundação Cultural de Foz do Iguaçu, responsável pela organização da Feirinha da JK, também foi procurada pela Rádio Cultura para esclarecer o episódio e informar quais providências poderão ser adotadas para evitar novas situações de violência.
Até a publicação da reportagem original, a instituição não havia apresentado posicionamento.
O episódio levanta questionamentos sobre a fiscalização dos espaços destinados aos comerciantes, os mecanismos de resolução de conflitos e a segurança de trabalhadores e frequentadores.
Afinal, uma feira destinada ao trabalho, à gastronomia e ao lazer das famílias não pode se transformar em palco de agressões e destruição por causa de uma disputa territorial entre comerciantes.
A Polícia Civil deverá apurar as circunstâncias da ocorrência, identificar os responsáveis e esclarecer a participação de cada envolvido.
Fonte: Radio Cultura
