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Câmara dos EUA aprova medida que obriga Trump a pedir aval para atacar Irã

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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Câmara dos EUA aprova medida que obriga Trump a pedir aval para atacar Irã

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprovou no dia de ontem, sexta-feira 03 de junho de 2026, uma resolução que limita os poderes do presidente Donald Trump e busca restringir novas ações militares contra o Irã. Texto recebeu apoio de um pequeno grupo de republicanos e seguirá para o Senado.

O que aconteceu

O texto aprovado pela Câmara determina que novas ações militares contra o Irã dependam de autorização do Congresso. A votação também expôs a preocupação de parlamentares, incluindo integrantes do Partido Republicano, com o avanço do conflito.

A resolução foi aprovada por 215 votos a 208. "O Congresso ordena ao presidente que retire as forças armadas dos Estados Unidos das hostilidades contra a República Islâmica do Irã", diz o texto.

A iniciativa, porém, tem caráter principalmente simbólico neste momento. Para entrar em vigor, a resolução ainda precisaria ser aprovada pelo Senado e obter maioria de dois terços nas duas Casas para superar um veto presidencial — cenário considerado improvável diante da expectativa de que Trump barre a medida.

Segundo a emissora norte-americana CNN, a aprovação da resolução sobre poderes de guerra é o exemplo mais recente da resistência do Congresso, controlado pelos republicanos, à agenda de Trump. Nos últimos dias, os senadores republicanos se revoltaram contra um controverso fundo de US$ 1,8 bilhão "anti-armamento", defendido por Trump, mas que eles temem que possa conceder indenizações a seus apoiadores que atacaram policiais durante o atentado de 6 de janeiro de 2021 ao Capitólio dos EUA.

Irã diz que não há progresso em negociações, Trump nega

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou hoje que os contatos entre Teerã e Washington continuam, mas que não houve avanços significativos nas negociações entre os dois países para dar fim à guerra.

Araghchi concedeu entrevista à emissora libanesa Al Mayadeen. Segundo ele, os canais de comunicação entre Irã e Estados Unidos permanecem abertos, mas as conversas seguem sem progresso relevante.

O chanceler iraniano afirmou que uma retomada efetiva das negociações depende do respeito aos interesses e direitos do povo iraniano. Entre as condições apontadas por Teerã está o fim das hostilidades ao Líbano e a redução das tensões regionais, tema que tem impactado as conversas com Washington.

Araghchi também advertiu que um eventual ataque israelense a Beirute poderia provocar uma escalada mais ampla do conflito no Oriente Médio. Segundo ele, as Forças Armadas iranianas estariam preparadas para responder caso a capital libanesa seja alvo de novos ataques.

Por outro lado, o presidente dos EUA afirmou hoje que as negociações com o Irã estão indo 'muito bem'. Segundo Trump, as conversas podem ser concluídas "neste fim de semana", embora também não tenha descartado a possibilidade de as mesmas fracassarem.

Trump havia dito na sexta-feira passada que tomaria sua 'decisão final' sobre as negociações. No entanto, não houve qualquer resultado oficial ao longo do último fim de semana.

Esta semana, os dois países trocaram ataques no Estreito de Hormuz. As ofensivas também atingiram países vizinhos, como o Kuwait, apesar do cessar-fogo em vigor. "Nessa parte do mundo, um cessar-fogo significa que se atira de forma um pouco mais moderada", ironizou o presidente.

Fonte: Uol, com AFP e Reuters

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