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Casal brasileiro é preso no Paraguai suspeito de extorquir médicos

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Casal brasileiro é preso no Paraguai suspeito de extorquir médicos
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R$ 25 MIL OU DENÚNCIA?

Casal brasileiro é preso no Paraguai suspeito de extorquir médicos

Polícia paraguaia afirma que brasileiros teriam exigido dinheiro de equipe médica após cirurgia estética realizada em Ciudad del Este; encontro para suposta entrega do valor terminou em prisão

Uma cirurgia estética realizada em Ciudad del Este, no Paraguai, terminou cinco meses depois em uma operação policial e na prisão de dois brasileiros suspeitos de extorsão.

Taiza Gomes de Campos, de 36 anos, e Adenir de Goes, de 56, moradores da cidade de Francisco Beltrão, no Paraná, foram presos no dia de ontem, sábado 26 de setembro de 2026, em Ciudad Del Este. Segundo a Polícia Nacional do Paraguai, eles teriam exigido R$ 25 mil de profissionais da área médica para não apresentar uma denúncia por suposta má prática relacionada a um procedimento cirúrgico realizado em Taiza.

Médicos procuraram a polícia

De acordo com as autoridades paraguaias, a investigação começou depois que integrantes da equipe médica procuraram a polícia e apresentaram mensagens e outros registros que, segundo eles, comprovariam as supostas exigências feitas pelo casal.

A partir da denúncia, investigadores passaram a acompanhar o caso e montaram uma operação para flagrar o momento em que o dinheiro seria entregue.

Encontro marcado terminou em prisão

A suposta entrega dos R$ 25 mil teria sido combinada em uma notaria localizada na avenida General Andrés Rodríguez, em Ciudad del Este.

O que o casal não esperava, segundo a versão apresentada pelas autoridades, era que o encontro estivesse sendo acompanhado pela polícia. Os investigadores monitoraram a movimentação e efetuaram a prisão de Taiza e Adenir.

Tudo teria começado após uma cirurgia estética

Conforme o relato apresentado pelos médicos à Polícia Nacional, Taiza teria realizado uma cirurgia estética em Ciudad del Este aproximadamente cinco meses antes. O procedimento teria incluído lipoescultura, retirada de pele e abdominoplastia.

Segundo os profissionais, a recuperação inicial ocorreu dentro do esperado. Posteriormente, entretanto, a paciente teria apresentado reclamações relacionadas ao resultado da cirurgia e demonstrado interesse em realizar um novo procedimento.

Foi a partir daí que a relação entre paciente e equipe médica teria começado a se deteriorar.

Novo orçamento e início das cobranças

Ainda de acordo com a denúncia apresentada pelos profissionais, após receber um orçamento para realizar uma nova cirurgia, Taiza teria intensificado os questionamentos sobre o resultado do procedimento anterior.

A equipe médica afirma ter solicitado exames e avaliações para analisar as reclamações. Segundo os denunciantes, porém, essa documentação não teria sido apresentada.

Na sequência, conforme a investigação policial, teriam começado as cobranças acompanhadas da ameaça de apresentação de denúncia contra os profissionais. A acusação central é de que o casal teria exigido R$ 25 mil para não levar adiante a denúncia por suposta má prática médica.

Mensagens, vídeos e capturas de tela entraram na investigação

Diante da situação, os médicos decidiram procurar as autoridades paraguaias. Foram entregues aos investigadores mensagens, capturas de tela e vídeos que, segundo a Polícia Nacional, registrariam as exigências atribuídas ao casal. Esse material passou a integrar a investigação e teria contribuído para a decisão de acompanhar o encontro marcado para a suposta entrega do dinheiro.

Polícia paraguaia consultou antecedentes no Brasil

O caso ganhou outro capítulo após as autoridades paraguaias buscarem informações junto aos órgãos brasileiros. Segundo a Polícia Nacional, foram identificados processos em andamento envolvendo Taiza Gomes de Campos e Adenir de Goes no Brasil.

Os investigadores paraguaios afirmaram ainda que alguns desses casos apresentariam características semelhantes às circunstâncias agora investigadas no Paraguai.

Apesar disso, não havia mandados de prisão ativos contra o casal no Brasil, segundo as informações divulgadas pelas autoridades.

Investigação tenta descobrir se existem outros casos

A apuração não terminou com as prisões. As autoridades paraguaias investigam agora se existem outras possíveis vítimas e se Taiza e Adenir poderiam estar relacionados a episódios semelhantes envolvendo outros profissionais. Essa eventual conexão, entretanto, ainda precisa ser comprovada no decorrer da investigação.

Casal permanece à disposição da Justiça paraguaia

Taiza Gomes de Campos e Adenir de Goes permanecem à disposição da Justiça do Paraguai enquanto o caso segue sendo investigado. As suspeitas apresentadas pela Polícia Nacional ainda deverão ser submetidas ao processo judicial, com direito de defesa aos investigados. Até uma decisão definitiva da Justiça, as acusações permanecem no campo da investigação.

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