Colombiano preso por resistência à prisão e sob investigação por suposta agiotagem
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Colombiano preso por resistência à prisão e sob investigação por suposta agiotagem
Um cidadão colombiano foi detido durante uma blitz policial na Área 4 de Ciudad Del Este, no Paraguai, após os policiais encontrarem mais de R$ 14 milhões de guaranis em dinheiro e outros objetos de valor em sua posse, cuja origem ele não conseguiu comprovar, segundo o boletim de ocorrência. O caso também levou a uma investigação por possível prática de agiotagem. Vale ressaltar que qualquer cidadão pode portar até o equivalente a US$ 10.000, mais de 60 milhões de guaranis, sem precisar comprovar a origem. Acima desse valor, a comprovação de origem é obrigatória. Sem dúvida, existem muitas dúvidas em torno desse procedimento
O homem é John Largacha Serna, de 39 anos, que foi abordado na Avenida Las Américas enquanto conduzia uma motocicleta Kenton / Skua 150. Durante uma inspeção de rotina, os policiais solicitaram ao estrangeiro seus documentos pessoais e carteira de habilitação. O homem apresentou sua carteira de identidade colombiana e passaporte, mas não possuía carteira de habilitação para conduzir motocicleta.
Os policiais procederam então à apreensão da motocicleta. Contudo, segundo o boletim de ocorrência, o condutor se recusou a entregar a chave da ignição e obstruiu o procedimento, motivo pelo qual o promotor de plantão, Luis Fernando Escobar, ordenou sua prisão pelo suposto crime de resistência à prisão.
Na delegacia, durante a revista pessoal, os policiais encontraram G$ 14.235.000,00 guaranis em dinheiro, além de moeda estrangeira, comprovantes de transferência bancária e dois telefones celulares. Sem conseguir comprovar a origem dos fundos, o Ministério Público ordenou o confisco do dinheiro e dos demais itens para apurar possível atividade de agiotagem.
Posteriormente, a Interpol Paraguai verificou os antecedentes criminais do detido e não encontrou nenhum mandado de prisão pendente contra ele. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que terá de apurar a origem do dinheiro e se existem provas suficientes para sustentar a suspeita de um ato criminoso relacionado com empréstimos irregulares ou atividades financeiras ilegais.
