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Corregedor da GM de Foz é acusado de estupro de menor e não é afastado

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Corregedor da GM de Foz é acusado de estupro de menor e não é afastado
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MORALIDADE PÚBLICA

Corregedor da GM de Foz é acusado de estupro de menor e não é afastado

Ao optar por manter o servidor em atividade, o comando da Guarda Municipal acaba enviando uma mensagem perigosa: a de que a preocupação com a imagem interna da corporação parece estar acima do impacto social de uma denúncia tão grave

Algumas decisões administrativas do Comando da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu realmente não tem explicações. Explicar o fato em um documento é fácil, o difícil é explicar para a sociedade.

O fato aconteceu nos últimos dias e esta sob segredo de justiça. Uma mãe compareceu com sua filha na Delegacia da Policia Civil, qual informou que sua filha de 14 anos de idade, teria sido abusada sexualmente pelo marido da sua prima, que é Corregedor da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu, e que os abusos começaram quando ela ainda tinha 13 anos e continuou assim por várias vezes no decorrer dos anos.

Na delegacia a mãe da menor pediu medida protetiva de urgência por temer pela integridade de sua filha ou alguma represália.

Ainda a responsável pela menor informa que o comando da Guarda Municipal já estaria ciente da situação. Por sua vez, em vez do comando afastar o servidor, apenas realocou para trabalhar no videomonitoramento durante as madrugadas.

A decisão do comando da Guarda Municipal de Foz do Iguaçu em manter um servidor acusado de estupro de vulnerável em atividade levanta questionamentos graves sobre responsabilidade administrativa, moralidade pública e compromisso com a proteção da sociedade.

Ainda que o caso tramite sob segredo de Justiça e que toda pessoa tenha direito à ampla defesa e ao contraditório, existe uma diferença enorme entre preservar direitos e ignorar a gravidade de uma denúncia envolvendo uma menor de idade, pois os fatos foram praticados justamente por alguém que ocupa um dos cargos mais sensíveis dentro da estrutura da corporação: o de corregedor. Ou seja, alguém que deveria zelar pela disciplina, ética e conduta dos agentes públicos. Diante de uma acusação tão pesada. A sociedade esperava uma postura firme, transparente e responsável do comando da Guarda Municipal.

Mas a medida adotada causa estranheza. Em vez do afastamento cautelar até o esclarecimento dos fatos, a solução encontrada teria sido apenas a troca de escala e a transferência do servidor para o videomonitoramento no período noturno. A impressão transmitida é de que o problema não foi tratado com a seriedade que exige.

O afastamento preventivo não significa condenação antecipada. Trata-se de uma medida administrativa comum em casos graves, principalmente quando envolvem servidores públicos em cargos estratégicos.

Serve para preservar a investigação, proteger possíveis vítimas e resguardar a credibilidade da instituição perante a população. Ao optar por manter o servidor em atividade, o comando da Guarda Municipal acaba enviando uma mensagem perigosa: a de que a preocupação com a imagem interna da corporação parece estar acima do impacto social de uma denúncia tão grave. E isso inevitavelmente gera revolta, insegurança e desconfiança na população de Foz do Iguaçu.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 434, página 11, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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