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Desaprovação de Trump atinge novo recorde em meio à guerra com o Irã, aponta pesquisa

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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Desaprovação de Trump atinge novo recorde em meio à guerra com o Irã, aponta pesquisa

A seis meses das eleições de meio de mandato, os americanos estão insatisfeitos com a atuação de Trump no conflito e na economia. Pesquisa é do Washington Post-ABC News-Ipsos

A desaprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, atingiu um nível recorde, segundo pesquisa Washington Post-ABC News-Ipsos divulgada no dia de ontem, domingo (03/05/2026).

O levantamento indica que os americanos estão amplamente insatisfeitos com a atuação do republicano na guerra com o Irã e em outras questões-chave, a seis meses das eleições de meio de mandato.

De acordo com a pesquisa, a desaprovação de Trump chegou a 62%, o maior nível já registrado em seus dois mandatos. A aprovação está em 37%, próxima dos 39% observados em fevereiro.

A pesquisa foi realizada nos EUA de forma online entre 24 e 28 de abril de 2026, com 2.560 adultos, e publicada pelo jornal norte-americano The Washington Post.

O levantamento mostra que a avaliação do presidente em relação à economia, tema central de sua retomada política em 2024, piorou desde o início da guerra com o Irã, em 28 de fevereiro de 2026.

Nesse contexto, a maioria dos americanos desaprova a condução de Trump na crise com o Irã, por 66% a 33%.

Na economia, a avaliação do republicano caiu sete pontos, para 34%, em meio à alta dos preços da gasolina. Já em relação à inflação, a aprovação recuou cinco pontos no período, para 27%.

O pior desempenho no recorte econômico da pesquisa aparece na percepção sobre o custo de vida, com 23% de aprovação e 76% de desaprovação.

O crescente descontentamento dos americanos tem relação direta com a guerra. Dados da associação automobilística AAA mostram que o preço da gasolina já subiu cerca de 40% no país desde o início do conflito.

E os impactos já se refletem em uma alta mais disseminada dos preços. A inflação subiu 0,9% em março, no maior aumento desde maio de 2024, alcançando 3,3% no acumulado em 12 meses. O resultado foi influenciado pela alta nos custos de energia, alimentos e moradia.

O movimento é consequência da disparada do preço do barril de petróleo, que chegou a superar US$ 120. Na última sexta-feira, o tipo Brent, referência global, fechou a US$ 108,17, o que representa alta de cerca de 50% desde 28 de fevereiro.

O principal fator por trás da disparada dos preços é o bloqueio do Estreito de Ormuz, principal rota global do petróleo, por onde passa cerca de 20% do consumo mundial.

A região — responsável também por cerca de um quinto do comércio global de gás natural (GNL) — registrou forte queda no tráfego de navios após o Irã anunciar o bloqueio e ataques a petroleiros.

Com os impactos econômicos dos dois lados, o Estreito de Ormuz segue como centro da disputa entre Estados Unidos e Irã.

Neste domingo, Trump afirmou que os EUA vão guiar em segurança navios presos na via marítima a partir da manhã desta segunda-feira (04/05/2026), no horário do Oriente Médio.

O presidente disse que a ação será destinada a embarcações de países que não estão envolvidos na guerra na região, mas não citou nenhuma nação especificamente.

"Para o bem do Irã, do Oriente Médio e dos EUA, informamos a esses países que guiaremos seus navios com segurança para fora dessas vias navegáveis restritas, para que possam seguir com suas atividades livremente", escreveu em sua rede social, a Truth Social.

Fonte: G1 

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