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Enio Verri da Itaipu vira as costas para Foz do Iguaçu e ainda espera ter votos para o PT

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Enio Verri da Itaipu vira as costas para Foz do Iguaçu e ainda espera ter votos para o PT
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ABSURDO

Enio Verri da Itaipu vira as costas para Foz do Iguaçu e ainda espera ter votos para o PT

"A política de Enio Veri que fecha maternidade e abre champanhe em evento internacional"

Em Foz do Iguaçu, a política resolveu ultrapassar todos os limites do aceitável e mergulhar de vez no território do absurdo. No centro desse espetáculo nada edificante está Enio Verri, comandante da poderosa Itaipu Binacional, que parece ter adotado uma estratégia curiosa: economizar onde dói e gastar onde aparece.

Foz do Iguaçu que se vire: "Corta parto, banca bilhão, a crueldade elegante da gestão Enio Verri"

A mais recente prova dessa lógica invertida veio com o ultimato do Hospital Itamed, que anunciou a possibilidade de interromper os partos via SUS em até 60 dias. A justificativa é técnica, fria e quase automática: cada parto realizado gera um prejuízo de R$ 1.202,81. No fim do dia, isso representa cerca de R$ 18 mil negativos. Um valor que, em qualquer gestão séria, seria tratado como investimento social básico. Mas aqui, virou desculpa para fechar portas.

"Entre vidas e eventos, escolheram o coquetel"

E é justamente nesse ponto que o discurso entra em colapso. Como justificar o corte de um serviço essencial diante de um orçamento anual que ultrapassa R$ 15 bilhões? Como sustentar a narrativa de "responsabilidade financeira" quando se gasta cerca de R$ 1,3 bilhão em eventos como a COP 30? A conta não fecha, e não é por falta de matemática, é por excesso de cinismo.

"A conta é simples: menos bebês, mais aplausos internacionais"

A impressão que fica é que existe uma régua dupla: uma para o povo, outra para o espetáculo. Para as mães de Foz do Iguaçu, contenção. Para eventos internacionais, abundância. Para quem precisa nascer, portas fechadas. Para quem vem discursar, tapete vermelho. É uma inversão de prioridades tão gritante que dispensa maiores explicações. Porque, no fundo, ela se explica sozinha.

"R$ 18 mil derrubam partos, mas R$ 1,3 bilhão não pesa na consciência"

Enquanto isso, o impacto real vai se desenhando com contornos cada vez mais preocupantes. A média de 13 nascimentos por dia no hospital não é apenas um número. São 13 histórias, 13 famílias, 13 vidas que dependem de um sistema que agora ameaça falhar. E a pergunta inevitável surge com força: para onde essas mulheres irão?

O Hospital Municipal Padre Germano Lauck não realiza partos. A rede pública já está sobrecarregada. E a prefeitura, comandada por Joaquim Silva e Luna e Coronel Áureo no Hospital Municipal, parece mais perdida do que atuante, como se ainda estivesse esperando um chamado da caserna para agir.

Mas o roteiro não estaria completo sem o ingrediente político. Afinal, essa mesma estrutura que agora ameaça cortar serviços essenciais será, em breve, protagonista de campanhas eleitorais. Nomes como Gleisi Hoffmann, Zeca Dirceu, Arilson Chiorato e Tadeu Veneri, Valentina Rocha e Yasmin Hachem certamente pedirão votos. Talvez apostando que a indignação popular tenha prazo de validade.

A pergunta que fica é quase retórica: com que discurso? Com que coragem? Com que argumento se pede confiança de uma população que pode ficar sem um dos serviços mais básicos da saúde pública?

Nas redes sociais, a revolta já começou a aparecer, traduzindo em palavras simples o que muitos pensam: trata-se de uma decisão desumana, desconectada da realidade e, sobretudo, injustificável. E, de fato, é difícil encontrar qualquer lógica que sustente essa escolha sem recorrer a interesses que passam longe do bem-estar da população.

O mais grave é que esse tipo de decisão não gera apenas números negativos em planilhas. Ela gera insegurança, medo e, principalmente, risco. Porque quando o sistema falha, quem sofre não são estatísticas. São pessoas reais, em momentos extremamente vulneráveis.

"Itaipu vira as costas: o parto que não cabe no orçamento bilionário"

E assim, entre bilhões destinados a agendas globais e migalhas negadas ao básico, Foz do Iguaçu vai sendo empurrada para um retrocesso que beira o inaceitável. Um cenário que remete a tempos em que dar à luz era uma incerteza, não um direito garantido.

No final, talvez o maior erro não seja financeiro, nem administrativo, nem sequer político. Talvez seja moral. Porque quando se escolhe cortar justamente onde a vida começa, o recado que fica é claro e devastador.

E esse tipo de mensagem, diferente dos discursos, não se apaga. Ela se acumula. E, mais cedo ou mais tarde, cobra seu preço.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 432, página 16, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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