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Secretário de Segurança de Foz faz "maracotaia" para manter o K9 da GM

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Secretário de Segurança de Foz faz "maracotaia" para manter o K9 da GM
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SEGURANÇA QUESTIONADA

Secretário de Segurança de Foz faz "maracotaia" para manter o K9 da GM

"Unidade K9 na marra: quando a lei late, mas o secretário ignora"

Em Foz do Iguaçu, a segurança pública resolveu inovar. Não exatamente no combate ao crime, mas na criatividade administrativa. O protagonista da vez é Almirante Tinoco, que, ao que tudo indica, decidiu transformar a gestão municipal em um laboratório de improvisos jurídicos com pitadas de teimosia.

"O aquário turvo do secretário: quanto mais mexe, mais piora"

Aparentemente o Almirante Tinoco, passou grande parte da sua vida na Marinha, embarcado ou não, no mínimo deveria entender de peixes, mas fora da Marinha, é considerado um peixe fora do aquário.

Recém-chegado à função, o almirante aposentado trouxe consigo não apenas a bagagem da Marinha, mas também uma convicção aparentemente inabalável: reativar a unidade K9 da Guarda Municipal, custe o que custar. Inclusive pareceres jurídicos contrários. Porque, afinal, quando a realidade não ajuda, sempre existe a opção de ignorá-la.

"Almirante em terra: perdido no aquário e afundando na própria decisão"

A ideia, em si, poderia até soar nobre. Cães de serviço são ferramentas importantes na segurança pública. O problema começa quando o plano encontra a lei e perde. A Procuradoria-Geral do Município foi clara: a proposta apresentada, com terceirização dos animais, não se sustenta juridicamente. A implantação exigiria estrutura própria, dentro dos parâmetros legais. Traduzindo: não dá para improvisar.

Mas é justamente aí que o roteiro ganha contornos de comédia, ou tragédia, dependendo do ponto de vista. Em vez de recuar ou ajustar o projeto, o secretário resolveu avançar. E avançar daquele jeito: atropelando normas, contornando pareceres e apostando que, no fim, ninguém vai perceber.

"Portaria resolve tudo? A gambiarra oficial do K9 em Foz"

Surge então a solução criativa: a publicação da Portaria nº 83669, concedendo ao servidor Ezequiel Bertolino uma gratificação por "Encargos Especiais". Na prática, uma espécie de gambiarra institucional para manter o funcionamento do K9 sem resolver o problema central. É o famoso "não pode, mas se fizer de outro jeito, talvez passe".

"Quando o parecer diz não, mas a caneta diz sim"

O resultado é um verdadeiro malabarismo administrativo, onde a legalidade vira detalhe e a vontade pessoal assume o comando. Para alguns, uma simples adaptação. Para outros, algo que se aproxima perigosamente do que popularmente se chama de "maracutaia".

E a metáfora náutica não poderia ser mais apropriada. Fora do ambiente da Marinha, o almirante parece navegar em águas turbulentas, ou melhor, num aquário pequeno demais para tanta improvisação. Tentou encher o tanque, mas acabou turvando a água. E agora, a gestão segue meio às cegas, tentando manter a aparência de normalidade.

O mais preocupante é que esse tipo de decisão não ocorre no vácuo. Ignorar pareceres técnicos e jurídicos não é apenas uma escolha administrativa. É um risco institucional. Tribunal de Contas e Ministério Público não costumam tratar esse tipo de "criatividade" com o mesmo bom humor de quem assiste de fora.

Enquanto isso, os meros mortais, a população de Foz do Iguaçu segue assistindo ao espetáculo. Porque, no fim das contas, o problema não é a existência de uma unidade K9. O problema é como ela nasce: sem base legal sólida, sem estrutura adequada e sustentada por decisões que parecem mais pessoais do que institucionais.

"Improviso com farda: o K9 que renasceu fora da lei"

E assim, entre latidos, portarias e atalhos jurídicos, Foz do Iguaçu vai acumulando mais um capítulo curioso na sua gestão pública. Um capítulo onde a pergunta não é se a ideia é boa ou ruim, mas se em algum momento, alguém lembrou que lei não é sugestão.

Porque quando a regra vira obstáculo e não referência, o risco é claro: o barco pode até andar por um tempo… mas a chance de naufrágio é só questão de tempo.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 432, página 7, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

 

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