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Ex-aliado chama prefeito de "frouxo" após canetada fatal!

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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BOMBA EM FOZ

Ex-aliado chama prefeito de "frouxo" após canetada fatal!

Da Blindagem ao Bombardeio: Blogueiro detona General em vídeo explosivo!; Exoneração vira estopim e apoio vira ataque frontal na Prefeitura!

Como já ensinava Luiz Inácio Lula da Silva lá nos tempos de sindicalista em São Paulo, em 1975, "na política, nada é impossível". E Foz do Iguaçu parece ter levado essa frase ao pé da letra. Porque se há algo realmente imprevisível é a velocidade com que um aliado vira crítico, um defensor vira acusador e o "melhor amigo, oficial de batalha" vira apenas mais um vídeo de 4 minutos e 8 segundos nas redes sociais.

TRE, multas e mágoas: O drama do amor que acabou no Diário Oficial

Na última eleição, o blogueiro Leandro Pinto vestiu a farda simbólica e marchou ao lado do então candidato Joaquim Silva e Luna, defendendo-o com unhas, dentes e, segundo decisões da Justiça Eleitoral, com algumas "Fake News" no currículo, o que lhe rendeu condenações e multas hoje em fase de execução pelo TRE/PR.

Mas nada disso abalava o romance político. O General se elegeu prefeito de Foz do Iguaçu, e muitos aliados foram devidamente acomodados na máquina pública. Amor correspondido, cargos distribuídos, todos felizes para sempre. Ou pelo menos até a próxima edição do Diário Oficial.

Exoneração: o verdadeiro teste de caráter ideológico

Porque, no fim das contas, o amor político é igual promessa de campanha: começa eterno e termina na primeira exoneração. Antigamente, as paixões acabavam em cartas perfumadas. Agora acabam em uma publicação seca, com uma única palavra devastadora: "exoneração". E quando a exoneração atinge alguém próximo, aí não é só o amor que acaba. Dizem que até a "teta secou".

Quando o salário some, a coragem aparece?

A saída do Procurador-Geral do Município, Rafael Germano Arguello, que em janeiro de 2026 recebeu R$ 33.486,00 de salário bruto, entre folha mensal e complementar, parece ter sido o ponto de ruptura. Teria sido o valor do contracheque que adoçou o mel da lealdade? Ou foi a retirada dele que azedou tudo? Perguntas filosóficas para tempos pragmáticos.

Do "General Estrategista" ao "Frouxo": Amor Político dura até a exoneração

O fato é que, no dia 05 de fevereiro de 2026, Leandro Pinto surgiu nas redes sociais com um vídeo inflamado. O mesmo defensor aguerrido agora chamava o prefeito de "frouxo", disparava que "o senhor não tem comando", insinuava que estava "tá com o rabo preso" e ainda arrematava com um dolorido "que decepção". Tudo isso direcionado ao mesmo General que antes era tratado como líder estratégico e firme.

Em determinado momento, foi direto: "você não honra as pessoas que lhe ajudam cara, você foi frouxo". A indignação seguiu: "e toda a situação aqui, mostra que o senhor, infelizmente, comprova que a oposição fala do senhor. Que o senhor não tem comando. Que fala de estratégia, estratégia, estratégia. Que estratégia é essa general". E como se a palavra estratégia precisasse de reforço dramático, veio o complemento: "Que estratégia maluca é essa general, ta com o rabo preso".

Por fim, no tom de quem se sente traído no altar da Prefeitura, concluiu: "e que decepção viu general, que decepção que eu estou com o senhor, eu achei que o senhor honrasse as pessoas que andavam contigo. Eu achei que o senhor batia no peito e segurava as pessoas que lhe honraram e te protegeram. Isso aqui é uma opinião minha, ninguém pediu para eu fazer esse vídeo...".

Do palanque ao paredão virtual: General vira alvo do próprio soldado!

Ninguém pediu. Talvez nem precisasse. Na política local, os roteiros parecem se escrever sozinhos. O aliado vira acusador na mesma velocidade em que a caneta exonera. O discurso muda conforme o contracheque. E o general, que antes era símbolo de comando, agora é acusado de não ter comando algum.

No fim, resta a lição clássica: em Foz, como em qualquer lugar, fidelidade ideológica dura menos que story patrocinado. E se "na política, nada é impossível", talvez o mais previsível seja justamente isso: o amor político acaba quando a página do Diário Oficial vira.

Ou melhor: O Diário Oficial de hoje seria o novo aplicativo de término de relacionamento político, pois a lealdade renumerada tem validade enquanto durar o pagamento?

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 430, página 16, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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