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Ex-prefeito Paulo Mac Donald consegue reclamar até dos paraguaios no outro lado da fronteira

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Ex-prefeito Paulo Mac Donald consegue reclamar até dos paraguaios no outro lado da fronteira
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Ex-prefeito Paulo Mac Donald consegue reclamar até dos paraguaios no outro lado da fronteira

Paulo Mac Donald declara guerra ao decibel internacional

 

Enrique Alliana - Jornalista

Com informações do ABC

Quem conhece o ex-prefeito Paulo Mac Donald sabe que ele dificilmente deixa passar uma oportunidade para reclamar de alguma coisa. Já criticou prefeitos, governos, adversários, aliados e até decisões judiciais. Agora, resolveu ampliar seu raio de atuação e, ao que tudo indica, internacionalizou as reclamações. O novo alvo? Os paraguaios do outro lado do Rio Paraná.

"Nem o Paraguai escapou das reclamações de Paulo Mac Donald"

Em um vídeo publicado nas redes sociais às 4h30 da madrugada, Paulo aparece indignado com o som alto vindo de Presidente Franco. A trilha sonora da madrugada atravessou a Ponte da Integração, cruzou o rio, ignorou a soberania nacional e foi bater justamente na janela de quem gosta de acordar cedo. E quem acorda cedo sabe: qualquer batida eletrônica parece um trio elétrico estacionado na sala de casa.

É claro que a poluição sonora é um problema sério. Moradores de Presidente Franco vêm denunciando há meses o abuso provocado por paredões de som e festas que atravessam a madrugada. Tanto que a própria Câmara Municipal da cidade paraguaia já cobrou providências da Polícia Nacional e do Ministério Público. Houve até uma operação de fiscalização, mas, como acontece em muitos lugares da América Latina, a ação durou menos que uma promoção de supermercado.

"Até o som paraguaio entrou na mira de Paulo"

O curioso é que Paulo Mac Donald acabou se tornando uma espécie de "ouvidor internacional do silêncio". Se antes suas cobranças se limitavam às autoridades brasileiras, agora elas ultrapassam fronteiras. É quase uma diplomacia do decibel. Faltou apenas protocolar uma reclamação na chancelaria paraguaia ou sugerir que a Ponte da Integração receba, além das aduanas, um medidor oficial de volume.

Talvez seja a primeira vez que um político iguaçuense consiga unir brasileiros e paraguaios em torno do mesmo assunto. De um lado, moradores de Presidente Franco pedem fiscalização. Do outro, um ex-prefeito grava vídeos denunciando o barulho que atravessa o rio. No fim das contas, o som parece ter conseguido aquilo que muitos discursos políticos nunca alcançaram: integração plena entre os dois países.

"Paulo Mac Donald amplia seu eleitorado... e suas reclamações"

Resta saber se as autoridades paraguaias vão baixar o volume ou se Paulo Mac Donald passará a incluir a agenda internacional em sua rotina de fiscalizações matinais. Afinal, quando o despertador toca antes do sol nascer, qualquer caixa de som vira questão de política externa.

Enquanto isso, a Ponte da Integração segue cumprindo sua missão. Só que, em vez de transportar apenas veículos pesados, agora também transporta batidas de funk, sertanejo, eletrônica e, pelo visto, mais um motivo para Paulo Mac Donald fazer aquilo que faz com rara dedicação: reclamar. Desta vez, porém, com passaporte carimbado.

 

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