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FINGE QUE ME ENGANA: Vereador Adnan teria dito que não tem nenhum cargo na Prefeitura?

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FINGE QUE ME ENGANA: Vereador Adnan teria dito que não tem nenhum cargo na Prefeitura?
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FINGE QUE ME ENGANA

Vereador Adnan teria dito que não tem nenhum cargo na Prefeitura?

Em Foz do Iguaçu, a política às vezes parece um espetáculo de ilusionismo. Daqueles em que o mágico pede silêncio, balança a capa e espera que o público não perceba o truque. O número da vez poderia muito bem se chamar "Finge que me engana", apresentado em sessão aberta ao contribuinte, que paga o ingresso sem nunca ter pedido para assistir.

Segundo comentários recentes de bastidores políticos, o vereador Adnan El Sayed teria afirmado que não possui nenhum cargo na Prefeitura no governo do General Joaquim Silva e Luna. Uma declaração que, para muitos, soa tão convincente quanto nota de três reais.

Seria tipo assim "Finge que me engana e eu finjo que acredito", e quem escutou saiu de perto e falando sozinho "De besta eu só tenho a cara!", afinal a mentira é como lixo escondido debaixo do tapete, uma hora alguém descobre a verdade!!!

Nos dias de hoje, acreditar cegamente em político é frequentemente comparado a metáforas populares que destacam a desilusão com promessas não cumpridas, como: "Acreditar em Papai Noel", "Comprar terreno na lua", ou até mesmo "Esperar que o lobo cuide das ovelhas".

A situação ganha contornos ainda mais curiosos quando surgem histórias que parecem roteiro de novela administrativa. Conta-se que Mariam Ahmad Chams, irmã do chefe de gabinete do vereador Adnan El Sayed, estaria em casa lavando louças, quando de repente eis que toca o telefone. Na ligação era nada mais e nada menos que do próprio prefeito, e como se fosse uma promoção premiada de programa de rádio, daquela tipo sem sorteio, nem pegadinha, apenas um convite para assumir um cargo de Assessora I na Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Agricultura, formalizado em abril de 2025. Até aí, poderia ser apenas coincidência, dessas que acontecem "sem querer querendo".

Mas a coincidência, ao que parece, gostou do emprego e resolveu ficar. Alguns meses depois, em julho de 2025, veio uma promoção para Diretora de Habitação e Regularização Fundiária do FOZHABITA. Uma ascensão profissional rápida, digna de propaganda motivacional do tipo "acredite nos seus sonhos", embora, neste caso, o sonho pareça ter telefone direto com o gabinete do poder.

Quando confrontadas com esse tipo de situação, as versões oficiais costumam seguir um roteiro conhecido: ninguém indicou ninguém, ninguém pediu nada, tudo aconteceu por mérito, acaso e alinhamento cósmico. É quase como acreditar que cargos públicos brotam espontaneamente em árvores genealógicas administrativas. E, claro, sempre existe a expectativa de que a população aceite a explicação com a mesma ingenuidade de quem ainda deixa biscoito e leite para o Papai Noel na noite de Natal.

O problema é que a realidade costuma ser menos poética. Em cidades onde faltam médicos, obras andam devagar e promessas envelhecem mal, histórias de nomeações e promoções relâmpago chamam atenção, principalmente quando acompanhadas de discursos que negam qualquer vínculo político. Fica difícil separar coincidência de conveniência quando os fatos parecem conversar entre si mais do que seus protagonistas admitem.

Ao que tudo indica, o contribuinte assiste a tudo com a sensação de estar participando de uma peça de teatro interativa, na qual o público precisa fingir surpresa enquanto o roteiro se repete. E, enquanto versões e negativas circulam como panfletos em época de eleição, uma certeza permanece inabalável: o salário de quase R$ 15 mil continua sendo depositado pontualmente todos os meses.

Porque, na política, a ficção pode até ser discutível, mas a folha de pagamento nunca é.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 429, página 11, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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