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General Garrido mostrou que sabe fazer oxigenação e três secretários da Prefeitura são exonerados

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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RESOLVIDO 75% DOS PROBLEMAS DA PMFI

General Garrido mostrou que sabe fazer oxigenação e três secretários da Prefeitura são exonerados

Precisou um general de peso para que outro general considerado "turrão e gaga" realizasse a tão esperada microbiana reforma administrativa na Prefeitura de Foz do Iguaçu

Enrique Alliana - Jornalista

 

A tão aguardada “oxigenação” da Prefeitura de Foz do Iguaçu finalmente aconteceu. E, como em quase tudo na administração municipal, foi preciso um general para convencer outro general de que trocar o ar viciado não é golpe de Estado, é apenas gestão básica.

Depois de um ano inteiro em que a máquina pública funcionou como um quartel abandonado em dia de feriado prolongado, a reforma administrativa chegou como quem abre a janela de um quarto fechado desde 2025.

A chegada do General Eduardo Castanheira Garrido Alves ao posto chave de 02 de Silva e Luna, parece ter produzido um fenômeno raro na política local. Que é nada mais e nada menos que movimento. Dizem nos corredores do poder que o novo “02” teria deixado claro que não aceitaria comandar uma tropa parada olhando para o próprio desastre administrativo. Em tradução livre: ou mudava o time, ou ele não entrava no campo de batalha. E, curiosamente, funcionou.

Durante todo o ano de 2025, a gestão do prefeito General Silva e Luna seguiu como uma operação sem logística, sem estratégia e, aparentemente, sem mapa. Secretarias consideradas estratégicas acumulavam problemas como quem coleciona medalhas, só que estas medalhas eram de pura incompetência. Vereadores reclamavam, eleitores reclamavam e a administração municipal parecia praticar a filosofia do “se fingir de morto talvez passe”. Mas não passou.

General Silva e Luna, frequentemente descrito por críticos como um gestor teimoso, manteve por tempo demais nomes que já não sustentavam o próprio peso político. O resultado foi um governo que, em vez de avançar, marchava em círculo. A sensação era de que ninguém poderia ser substituído, como se os cargos viessem com garantia vitalícia e manual de desculpas pronto.

Até que surgiu o General Garrido, que teria dito a algum tempo atrás “Eu, que venho da área de logística, sempre tinha que entregar um suprimento na hora certa, no momento exato. Então tenho muito arraigado esse conceito de entregas...". E a entrega chegou.

O general da logística, o homem das “entregas no momento certo”. E, desta vez, a entrega foi uma reforma administrativa que parecia impossível até a semana passada. Na prática, três secretários considerados protagonistas de boa parte dos problemas da gestão foram exonerados: Rafael Germano Arguello, da Procuradoria-Geral do Município; Thaís Ramos Ribeiro Escobar, da Secretaria de Obras; e Aline Maicroviz Martins Duarte, da Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana, que também acumulava o Foztrans. De intocáveis parte deles passaram a ex-integrantes do governo em questão de horas.

A dança das cadeiras começou imediatamente. Sai Arguello, entra Idelson José Barquete Chaves na Procuradoria. Sai Thaís Escobar, entra Ivatan Batista, agora acumulando o Fozhabita. Sai Aline Maicroviz do Foztrans e entra Maxwell Lucena de Moraes e na Secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana entra Priscila Ozório Ramundo. E, como sempre acontece nessas reorganizações improvisadas, a Secretaria de Meio Ambiente ficou momentaneamente Johnys Freitas.

Reforma Administrativa

A micro reforma administrativa, que parecia impossível sob o comando exclusivo do prefeito, aconteceu depois da chegada do novo "02". O que levanta uma pergunta inevitável: A gestão precisava de planejamento ou de pressão? Porque, ao que tudo indica, bastou alguém com autoridade suficiente para dizer o óbvio. Que uma administração não sobrevive ignorando a própria crise.

No fim das contas, a “oxigenação” mostra que o problema nunca foi falta de diagnóstico, mas de decisão. A Prefeitura não precisava de um milagre, apenas de alguém disposto a trocar peças que claramente não funcionavam. Ironia das ironias: a mudança só veio quando ficou evidente que não mudar poderia ser ainda mais constrangedor.

Agora resta saber se essa reforma é o início de uma reorganização real ou apenas uma troca de nomes na porta das salas. Porque, em Foz do Iguaçu, a política já ensinou uma lição importante: mudar secretários é fácil, difícil é mudar a gestão.

Mas como tudo tem um mas...

O General Garrido teria escorregado na ultima hora, pelo jeito mostrou-se que no exercito ele mandava, depois que se aposentou, não manda tanto assim. Ficou "pianinho" quando segundo fontes o Prefeito General Silva e Luna teria dito "as minhas meninas ficam no governo". Claro, esta fala não foi confirmada, fica tudo nos anais do gabinete.

No mesmo Diário Oficial, Thaís Ramos Ribeiro Escobar e Aline Maicroviz Martins Duarte, foram renomeadas como Assessoras Técnicas Especiais, vinculadas diretamente ao gabinete do prefeito.   

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