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Intruso invade casa errada, leva tiros e ainda reclama do morador durante a madrugada em Foz do Iguaçu

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Intruso invade casa errada, leva tiros e ainda reclama do morador durante a madrugada em Foz do Iguaçu
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MADRUGADA DE LOUCURA

Intruso invade casa errada, leva tiros e ainda reclama do morador durante a madrugada em Foz do Iguaçu

Confusão na Vila Maracanã transforma confraternização entre amigos em caso de polícia. Invasor acaba liberado antes do idoso que defendia sua residência

Enrique Alliana - Jornalista

 

Na madrugada de ontem, sábado 24 de outubro de 2026, por volta das 04h:00, dois amigos protagonizaram uma história digna de comédia, não fosse o risco de terminar em tragédia, na Vila Maracanã, em Foz do Iguaçu.

A bebida acabou, mas a confusão estava apenas começando

Após uma confraternização regada a bebidas alcoólicas, um deles resolveu levar o companheiro para casa. Até aí, uma atitude aparentemente responsável. O problema é que, possivelmente desorientados pelo álcool, aparentemente esqueceram um pequeno detalhe: descobrir qual era a casa certa.

Escalada olímpica para entrar na casa errada

Como ninguém atendia ao portão, um dos amigos teve uma idéia absolutamente brilhante. Escalar um muro de quatro metros, superar mais um metro de cerca elétrica e invadir o imóvel para acordar quem estivesse lá dentro.

Um verdadeiro atleta da madrugada. Faltou apenas conferir o endereço. O detalhe? A residência não era do amigo, mas de um idoso que morava sozinho.

O susto, os tiros e o grito: "não sou vagabundo"

Acordado por alguém gritando insistentemente "abre, abre a porta", o idoso, assustado, pegou uma pistola 9 mm, segundo o relato, devidamente documentada, e efetuou disparos.

Enquanto o morador gritava "deita, deita", o invasor respondia: "Não sou vagabundo". Conforme as informações relatadas, ele não obedecia às ordens, até finalmente se deitar no chão, onde permaneceu até a chegada da Polícia Militar.

O invasor sai primeiro. O idoso fica para explicar

Todos foram encaminhados à Delegacia da Polícia Civil. E aí surgiu o capítulo mais surpreendente dessa novela. Segundo o relato, o homem que entrou na propriedade alheia foi ouvido e liberado antes mesmo do idoso, que precisou prestar esclarecimentos pelos disparos.

E o mais inacreditável: O invasor ainda teria reclamado da reação do proprietário do imóvel. Ora, será que agora o cidadão precisa pedir licença para sentir medo dentro da própria casa?

No Brasil, até o absurdo pede bis

É evidente que a legalidade dos disparos precisa ser apurada, assim como as circunstâncias da invasão. A liberação de alguém não significa inocência, muito menos culpa de quem permaneceu na delegacia.

Mas fica a pergunta: que madrugada é essa em que alguém escala um muro de quatro metros, ainda tem que passar por uma cerca eletrificada de mais um metro, entra na casa errada, assusta um idoso e ainda se considera vítima da situação?

Pelo visto, depois de tanta bebida, faltou sobriedade até para reconhecer o próprio endereço. Moral da história: Antes de pular o muro dos outros, confira se a casa é realmente a sua. Afinal, o próximo morador pode não achar nenhuma graça na brincadeira.

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