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Justiça determina buscas em endereços ligados a suposto esquema de propina que envolve irmã do presidente da Argentina Javier Milei

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Justiça determina buscas em endereços ligados a suposto esquema de propina que envolve irmã do presidente da Argentina Javier Milei
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Justiça determina buscas em endereços ligados a suposto esquema de propina que envolve irmã do presidente da Argentina Javier Milei

Policiais foram até a Agência Nacional de Deficiência (Andis) e a distribuidora Suiza Argentina, nesta sexta-feira (29/08/2025), em Buenos Aires, na Argentina

A Justiça argentina determinou buscas em endereços ligados a suposto esquema de propina que envolve irmã de Milei durante uma operação nesta sexta-feira (29/08/2025).

Agentes da polícia foram em quatro escritórios da Agência Nacional de Deficiência (Andis) e da distribuidora Suiza Argentina, em busca de material que possa ajudar a esclarecer o caso, informou a polícia local

Cerca de outras 20 foram realizadas na semana passada e na quarta-feira (27). Um dos mandados de busca foi cumprido no endereço de Jonathan Kovalivker, um dos proprietários da distribuidora. O irmão dele, Emmanuel, foi encontrado tentando fugir do local com US$ 266 mil - o equivalente a R$ 1,4 milhões de reais - em envelopes.

A crise no governo argentino começou no dia 19 de agosto, depois que vieram à tona áudios nos quais o ex-chefe da Andis, Diego Spagnuolo, afirma que a irmã do presidente, que também é secretária-geral do governo, recebia propina pela compra de medicamentos feita pela agência.

Nessas gravações, Spagnuolo, que foi destituído do cargo um dia depois do vazamento para a mídia, afirma ter avisado o presidente sobre a suposta operação.

Karina Milei não se pronunciou publicamente sobre o tema, mas Javier Milei já rejeitou as acusações e demonstrou seu apoio à irmã:

"Tudo o que (Spagnuolo) diz é mentira, vamos levá-lo à justiça e provar que ele mentiu", declarou na quarta-feira durante um evento de campanha em que manifestantes jogaram pedras contra sua comitiva.

Nas redes sociais, a Secretaria Presidencial afirmou que as acusações estão sendo usadas pela oposição de forma "política em ano eleitoral".

Em 26 de outubro, serão realizadas eleições legislativas nacionais, que renovarão parte do Congresso, enquanto em setembro haverá eleições na província de Buenos Aires, a mais populosa do país.

Em comunicado, a distribuidora Suiza Argentina assegurou ter agido "com total conformidade com as normas e leis vigentes" e estar "em conformidade e totalmente à disposição dos órgãos de controle, bem como qualquer poder do Estado". O texto foi republicado por Javier Milei em sua conta no Instagram.

Eduardo "Lule" Menem, braço direito de Karina Milei e sobrinho do ex-presidente Carlos Menem, também é um dos envolvidos na denúncia sobre o suposto esquema de subornos.

O caso ainda não tem detidos.

Fonte: G1

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