MP não avança na investigação de tráfico de maconha VIP onde brasileiros supostamente comandam o esquema criminoso no Paraguai
Por Tribuna Foz dia em Notícias
MP não avança na investigação de tráfico de maconha VIP onde brasileiros supostamente comandam o esquema criminoso no Paraguai
Os quase 25 quilos de maconha VIP provenientes de Miami (EUA) detectados no Aeroporto Guaraní, em Minga Guazú, na semana passada, não são um caso isolado, e o esquema supostamente é comandado por brasileiros. No entanto, a investigação está progredindo muito lentamente e é conduzida pelo promotor Luis Fernando Escobar. O representante do Ministério Público afirmou que há muitos ângulos a serem investigados e que está procedendo com muita cautela.
O caso mais recente chamou a atenção especialmente porque um dos envolvidos no esquema, Diego Rene Rojas López, alegava ser filho de Rigoberto Chamorro. Ele chegou a indicar que trabalha com seu meio-irmão, Ronald Chamorro.
Essa situação foi rapidamente explorada para fins políticos.
O promotor Escobar afirmou que o importador relatou que a remessa poderia conter drogas, e todos os procedimentos disponíveis foram acionados para verificar essa informação. Descobriu-se que a remessa foi processada pela empresa de Courier Fixo Logística, e que o responsável pelo transporte foi Diego Rene Rojas López, que declarou ao promotor ser filho de Rigoberto Chamorro.
No entanto, os serviços de Diego Rene foram contratados por Patricia Segovia Pérez, que por sua vez indicou ter sido contratada por um brasileiro cuja identidade é desconhecida, e cujo único contato conhecido é seu número de telefone brasileiro.
O promotor afirmou que todos os contratos e contatos foram feitos via WhatsApp, explicando que se trata de um acordo muito informal.
O que ficou claro é que existe uma organização operando com brasileiros por trás do esquema de tráfico de maconha VIP, e o objetivo do promotor é identificá-los, mas, por enquanto, o Ministério Público não possui muitas informações. Recapitulando o caso, agentes do SENAD detectaram uma remessa aérea proveniente de Miami, EUA, com destino a Ciudad Del Este, após o cão farejador Zeus alertar para a presença de alucinógenos.
Durante a inspeção, oito rolos de isolamento térmico foram abertos, revelando 40 pacotes de maconha suspeita de ser de alta qualidade.
Certamente deveria levantar suspeitas o fato de alguém comprar isolamento térmico, um produto facilmente encontrado em qualquer loja de materiais de construção da região. O produto custa no máximo US$ 500, o que já deveria ser um sinal de alerta. É absurdo levar isolamento térmico de US$ 500 em um avião vindo dos EUA.
A quantidade total apreendida: 24,985 quilos de maconha suspeita. Como resultado da operação, Patricia Segovia Pérez e Diego Rene Rojas López foram presos e encaminhados às autoridades competentes. O envolvimento de um cidadão brasileiro também está sendo investigado; acredita-se que ele seja o responsável pelo transporte da droga para o país vizinho, segundo o promotor Luis Fernando Escobar.
De acordo com informações iniciais, Rojas López, dono de uma empresa de entregas, teria organizado o envio. Os investigadores encontraram em seu celular mensagens trocadas com Patricia Segovia, que supostamente solicitou o serviço via WhatsApp.
Segovia, por sua vez, teria recebido a solicitação de um cidadão brasileiro, que se comunicou usando um número de telefone brasileiro. As autoridades estão trabalhando para determinar sua identidade e o grau de responsabilidade de cada pessoa envolvida.
Serão realizados exames forenses em telefones, análises de comunicações e pedidos de informações a diversas instituições.
Enquanto isso, Patricia Segovia permanece sob custódia, e Rojas ainda está ligado ao caso, mas não está detido, enquanto o Ministério Público reúne provas para determinar qualquer possível responsabilidade.
