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Navio chinês com equipamentos de vigilância causa incômodo em autoridades brasileiras

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Navio chinês com equipamentos de vigilância causa incômodo em autoridades brasileiras
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Navio chinês com equipamentos de vigilância causa incômodo em autoridades brasileiras

Embarcação ficou oito dias no Rio de Janeiro e levantou dúvidas na Marinha e no Itamaraty

O navio-hospital chinês Ark Silk Road deixou o porto do Rio de Janeiro nesta quinta-feira (15/01/2026), após permanecer no local desde o dia 8 de janeiro. Apesar de a visita ter sido apresentada como parte de uma missão humanitária, a presença da embarcação gerou desconforto entre autoridades militares e diplomáticas do Brasil.

Segundo o InfoMoney, a preocupação surgiu porque o navio possui equipamentos capazes de realizar vigilância e coleta de dados. Entre eles, estariam sensores, antenas e radares que podem reunir informações sobre portos, rotas marítimas e características do litoral brasileiro. No meio militar, a avaliação seria de que o navio vai além do perfil comum de um hospital flutuante.

A China solicitou autorização para a atracação em setembro de 2025, pedindo permissão para permanecer no Brasil entre os dias 8 e 15 de janeiro. No pedido diplomático, não foram detalhados os objetivos da viagem nem citada a chamada Missão Harmony 2025, apresentada depois como uma ação humanitária internacional.

O caso gerou incômodo em Brasília, especialmente pelo cenário de tensões geopolíticas na América Latina. Outro ponto que chamou atenção foi o fato de Brasil e China não terem acordos bilaterais que prevejam esse tipo de cooperação naval, o que colocou a visita em uma situação considerada delicada do ponto de vista diplomático.

A falta de informações claras aumentou a apreensão no Itamaraty e na Marinha. Técnicos apontam que a estrutura do navio, com diversos equipamentos de monitoramento instalados externamente, amplia de forma significativa sua capacidade de vigilância.

A Secretaria de Saúde do Estado informou ao InfoMoney que não houve, nem haveria, atendimento médico no navio durante a estadia.

Já a administração do Pier Mauá afirmou que a visita teve caráter institucional, com recepção à delegação chinesa, e que o objetivo foi apenas fortalecer relações entre os dois países, sem ações humanitárias no local.

Fonte: Midiamax

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