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O Papa: nunca instrumentalizar Deus para fins militares, econômicos ou políticos

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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O Papa: nunca instrumentalizar Deus para fins militares, econômicos ou políticos

“Hoje, o mundo precisa de uma diplomacia e de um diálogo religioso fundamentados na paz, na justiça e na verdade”. Palavras do Papa Leão XIV no encontro com uma delegação de Representantes das Comunidades muçulmanas do Senegal, neste sábado (09) no Vaticano

Na manhã deste sábado, 09 de maio de 2026, o Papa Leão XIV recebeu uma delegação de Representantes das Comunidades muçulmanas do Senegal. Ao iniciar seu discurso observou que o Senegal é chamado o país da “Teranga”, uma expressão que representa hospitalidade, respeito e solidariedade, sendo considerada um pilar da cultura senegalesa. “Terra de laços familiares vivos, de convivialidade e de coexistência pacífica entre cristãos, muçulmanos e fiéis de outras tradições”, destacou. “Esta realidade”, continuou o Papa, “constitui o fundamento de um diálogo entre povos diversos por sua pertença religiosa e sua origem étnica. Esse tesouro de fraternidade, que deve ser guardado com cuidado, é um bem precioso não só para a nação de vocês, mas também para toda a humanidade”.

Diálogo inter-religioso e diplomacia

Em seguida o Papa recordou que infelizmente, o contexto africano atual com conflitos armados, que geram graves carências humanitárias e profundas desigualdades que todos os dias “colocam à prova populações inteiras, sem esquecer o preocupante aumento do extremismo violento”. E que neste contexto, “os valores incorporados pelo espírito da "Teranga" e o diálogo inter-religioso são um instrumento precioso para aliviar as tensões e construir uma paz duradoura”. Prosseguindo seu pensamento afirmou ainda que ao favorecer o diálogo inter-religioso e ao envolver os líderes religiosos nas iniciativas de mediação e reconciliação, a política e a diplomacia podem valer-se de forças morais capazes de apaziguar as tensões, prevenir as radicalizações e promover uma cultura de estima e respeito mútuo. Concluindo este ponto disse: “Hoje, o mundo precisa de uma diplomacia e de um diálogo religioso fundamentados na paz, na justiça e na verdade”.

Dignidade que nenhuma lei pode confiscar

“Cristãos e muçulmanos”, continuou o Papa, “acreditamos juntos que cada ser humano é moldado pelas mãos de Deus e, portanto, revestido de uma dignidade que nenhuma lei, nem qualquer poder humano, tem o direito de confiscar”. As nações do mundo assim o proclamaram: “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. É sobre este fundamento de fraternidade, na origem da humanidade e na fé, que assumimos juntos a nossa responsabilidade comum: “condenar toda forma de discriminação e de perseguição fundada na raça, na religião ou na origem; rejeitar qualquer instrumentalização do nome de Deus para fins militares, econômicos ou políticos; levantar a nossa voz em favor de toda minoria que sofre”.

Viver juntos no respeito e na fraternidade

Concluindo seu discurso o Santo Padre disse: “Rezo para que Deus, o Onipotente, faça renascer o desejo de nos compreendermos melhor reciprocamente, de ouvirmos uns aos outros e de vivermos juntos no respeito e na fraternidade”. Desejando ainda a todos que Deus dê “a coragem de percorrer o caminho do diálogo, de responder aos conflitos com gestos de fraternidade e de abrir o vosso coração aos outros, sem temer as diferenças”.

Fonte: Vaticano News

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