Polícia Federal investiga ligação entre empresária de Ciudad Del Este e o PCC
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Polícia Federal investiga ligação entre empresária de Ciudad Del Este e o PCC
Segundo o Jornal A Hora CDE, do Paraguai, Débora Abigail Peña Pérez, que se apresenta como empresária, seria supostamente um elo entre fornecedores de armas e a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo o jornal, A Polícia Federal brasileira já foi acionada para investigar essa conexão transfronteiriça no Paraguai. A mulher foi presa com um arsenal, mas posteriormente afirmou não ter "negócios" com o grupo PCC.
Enquanto a mulher, que está sob custódia, tenta negar sua ligação com o PCC, a Polícia Federal já está envolvida e a investigação continua. Presume-se que possa se tratar de uma operação de tráfico de armas em larga escala na região fronteiriça entre o Paraguai e o Brasil.
Débora Abigail Peña Pérez negou qualquer ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC) e classificou como falsas as notícias que circularam após a operação policial em sua casa. Mas sua declaração não responde às principais questões levantadas pela operação policial.
Quatro pistolas, seis carregadores e 126 cartuchos de munição foram encontrados dentro da casa. Entre as armas, havia uma pistola CZ de 6,35 mm com o número de série apagado, um detalhe que por si só exige uma explicação séria e análise pericial.
A mulher, que alega ser empresária, afirma que as armas têm documentação e origem legal. Até aqui, tudo bem. Agora ela precisa provar isso às autoridades.
Rastreabilidade
Uma declaração pública não apaga as provas apreendidas nem substitui os documentos e análises periciais que devem determinar a legalidade de cada arma.
As armas precisam ser rastreadas. Isso significa que sua origem precisa ser conhecida e se todo o processo, desde a saída da fábrica até chegar às mãos de Débora Abigail, é legal. Isso é feito usando os números de série das armas.
Mais perguntas
Mas há outra pergunta incômoda: onde está seu companheiro? O homem é identificado pelos investigadores como um suspeito membro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Peña Pérez nega qualquer ligação com a organização criminosa, mas esse relacionamento e as circunstâncias que envolvem a operação policial fazem parte de uma investigação em andamento.
A mulher afirma ter sido vítima de acusações infundadas e exige retratações. Ela tem o direito de fazê-lo. Mas também precisa responder pelos itens encontrados em sua casa.
O problema não é o que Peña Pérez diz em um comunicado. O problema são as provas que a polícia e o Ministério Público apreenderam em sua residência, diz o Jornal A Hora CDE, do Paraguai.
O Jornal ainda cita que agora a Polícia Federal também está envolvida, para que tudo seja devidamente esclarecido.
Negar fazer parte de uma organização criminosa é uma coisa, mas explicar por que diversas armas, munição abundante e uma pistola com a numeração raspada apareceram em uma casa sob investigação é outra bem diferente.
Agora cabe ao Ministério Público determinar se as armas foram adquiridas legalmente, se foram usadas ou se pretendia usá-las em alguma atividade criminosa e qual a relação, se houver, entre a empresária, seu companheiro e a organização criminosa sob investigação.
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