Quais serão os investimentos na Marinha, Exercito e a Aeronáutica em 2027 no Brasil
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Quais serão os investimentos na Marinha, Exercito e a Aeronáutica em 2027 no Brasil
A previsão consta na proposta de orçamento do próximo ano, encaminhada nesta semana ao Congresso Nacional. O projeto contempla cerca de R$ 148 bilhões para a pasta em 2027
Marinha do Brasil
De acordo com o governo, os investimentos do PAC têm por objetivo garantir o controle marítimo de áreas estratégicas de acesso ao Brasil, além de permitir a manutenção e o desenvolvimento da capacidade de construção de meios navais.
O grande destaque é o programa nuclear da Marinha, responsável pelo desenvolvimento do Laboratório de Geração de Energia Nucleoelétrica (Labgene), em Iperó (SP), protótipo em terra da planta de propulsão nuclear do futuro submarino nuclear brasileiro, com R$ 1,4 bilhão em 2027.
Também está prevista, para o próximo ano, a continuidade das atividades relacionadas ao submarino nuclear brasileiro, com cerca de R$ 400 milhões orçados.
Até maio deste ano, foram gastos R$ 5,8 bilhões de um orçamento total de R$ 22,6 bilhões. O término está previsto para 2037.
Já o programa Fragatas Classe Tamandaré contará com R$ 900 milhões em 2027 para a construção de quatro "modernas fragatas" até o ano de 2030, equipadas com "sistemas de armas avançados e capazes de proteger a extensa área marítima brasileira, denominada Amazônia Azul".
"Sobre os submarinos convencionais, importante destacar que os submarinos Riachuelo, Humaitá e Tonelero já foram incorporados ao setor operativo da Marinha do Brasil, enquanto o submarino Almirante Karam encontra-se em fase de comissionamento e preparação para as provas de mar", acrescentou o governo, no projeto de orçamento.
A Marinha também destacou a construção de navios-patrulha de 500 toneladas, com dotação de R$ 115 milhões em 2027 para "defesa de atividades econômicas em águas brasileiras, apoio às atividades de inspeção naval, fiscalização de embarcações, salvaguarda da vida humana e combate aos ilícitos transnacionais e crimes contra o meio ambiente".
O programa prevê a entrega de 12 embarcações.
Exército Brasileiro
No novo PAC, o destaque do Exército brasileiro é a produção de viaturas blindadas no país (Guarani), com R$ 1 bilhão previsto para 2027.
O objetivo é reativar a produção no país "trazendo incremento à Base Industrial de Defesa e substituindo, progressivamente, as antigas viaturas por equipamentos mais modernos". A previsão é de entregar 116 unidades em 2027.
A aquisição do Sistema de Defesa Estratégico de Mísseis e Foguetes (Astros) também integra a carteira de investimentos, com R$ 671 milhões estimados para 2027.
O programa é constituído de mísseis de longo alcance e foguetes guiados de precisão, munições, componentes, máquinas, ferramental e peças para manutenção.
O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), por sua vez, poderá contar com R$ 467 milhões em 2027, pela proposta, para "fortalecer a presença e a capacidade de ação do Estado em toda a faixa de fronteira do país".
Também estão previstos R$ 520 milhões em 2027 para a implantação do Sistema de Aviação do Exército.
Os recursos serão destinados a obtenção de aeronaves, veículos aéreos não tripulados, simuladores e equipamentos de sensoriamento e alerta, "permitindo ao Exército o trinômio monitoramento, mobilidade e presença militar".
Força Aérea Brasileira
O principal projeto de investimento da Força Aérea Brasileira é o FX-2, com R$ 2,81 bilhões alocados 2027 para a compra de caças Gripen da Suécia.
Ainda estão previstos armamentos, simuladores de voo, transferência de tecnologia, serviços de suporte logístico, aquisição e serviços de desenvolvimento de integração de sistemas e armamentos. Foram entregues 12 aeronaves, e há previsão da entrega de outras quatro em 2027.
O governo destacou, ainda, o projeto KC-390, com R$ 572 milhões previstos para 2027, destinados à aquisição de aeronaves tipo cargueiro para a realização de missões de transporte aéreo logístico em território nacional ou global (tropa e carga), reabastecimento em voo, evacuação aeromédica e combate a incêndio em voo.
Está prevista a entrega de mais uma aeronave no próximo ano.
No orçamento de 2027, estão previstos ainda R$ 338 milhões para modernização das capacidades de Defesa Aeroespacial da Força Aérea Brasileira, por meio do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDA).
O objetivo é modernizar aeronaves A-29 — turboélices de ataque leve e treinamento avançado.
Operação acolhida e terras indígenas
O governo destinou ainda, na proposta orçamentária, R$ 262 milhões para operação Acolhida, para dar resposta ao "grande fluxo migratório" e garantir atendimento humanitário aos imigrantes venezuelanos em situação de vulnerabilidade que chegam ao Brasil.
"Até o momento, cerca de 10 mil militares das Forças Armadas já foram empregados na operação, que conta com reconhecido sucesso pelas Nações Unidas. São atendidas, em média, 500 pessoas por dia, sendo que, nas tarefas de Ordenamento da Fronteira, as Forças Armadas realizam emissão de documentos, vacinação e controle de imigração, entre outros serviços", diz o governo, na proposta de orçamento.
Estão alocados, ainda, R$ 204 milhões para o emprego em ações emergenciais em terras indígenas.
A ação, segundo o governo, visa ao emprego operacional das forças armadas em medidas emergenciais de apoio a outros órgãos da administração pública federal, com foco na proteção da vida, da saúde e da segurança dessas comunidades.
"Os recursos destinam-se ao levantamento de dados de monitoramento, atividades de inteligência, apoio logístico, aquisição e manutenção de equipamentos e insumos, contratação de serviços e aperfeiçoamento das capacidades de mobilização e emprego operacional", diz o governo.
Fonte: G1
