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Roubo milionário de contrabandista na região do Marco das Três Fronteiras alimenta suspeitas de cumplicidade policial no Paraguai

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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Roubo milionário de contrabandista na região do Marco das Três Fronteiras alimenta suspeitas de cumplicidade policial no Paraguai

Um violento assalto à mão armada, perpetrado por quatro criminosos encapuzados, resultou no roubo de uma valiosa remessa de celulares de última geração na parte baixa do Bairro Três Fronteiras (região do marcos das Três Fronteiras), na cidade de Presidente Franco, no Paraguai.

O roubo ocorreu por volta das 09h:50min de ontem, quarta-feira 10 de junho de 2026, mas a demora evidente da 10ª Subcomissária da Policia Nacional, sob o comando do Comissário Carlos Aurelio Barboza Acosta, em comunicar o caso gerou grande controvérsia institucional. O atraso de várias horas alimentou suspeitas antigas de proteção e vazamento de informações por parte dos policiais locais.

A vítima do crime foi identificada como Sergio Darío Villalba, um cidadão argentino de 44 anos, residente em Puerto Iguazú, que descarregava dois volumes de iPhones junto com o estivador Martín Ariel Jara. Os agentes de fronteira foram interceptados pelos assaltantes armados, que os obrigaram a se deitar no chão sob ameaça de morte. Após renderem as vítimas no meio da rua, os criminosos apreenderam as caixas e fugiram em direção desconhecida.

O que alarmou os chefes de polícia e a imprensa foi que o boletim de ocorrência só foi registrado formalmente às 12h:55min, por meio do Boletim nº 63, após a informação ter vazado entre oficiais de alta patente. Fontes internas revelaram que esse "modus operandi" reacende as preocupações com a corrupção na área, já que este é o terceiro roubo com características idênticas em um setor portuário historicamente marcado pelo transporte informal de produtos eletrônicos caros.

O histórico recente da 10ª Subcomissária da Policia Nacional agrava a situação, visto que, em roubos anteriores, vários policiais acabaram sendo investigados por ligações com quadrilhas criminosas. Devido a esses escândalos, o policial de sobrenome Ullón foi transferido administrativamente para Assunção, enquanto o então chefe de sobrenome Flecha foi transferido para Remansito. Agentes da Polícia Criminal e o Ministério Público já intervieram para esclarecer esse novo e duvidoso incidente.

Fonte e Foto: ahoracde.com

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