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Trump fala em "tomada amigável" de poder em Cuba

Por Tribuna Foz dia em Notícias

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Trump fala em "tomada amigável" de poder em Cuba

Presidente dos EUA considerou possibilidade porque ilha "não tem dinheiro", sem mencionar bloqueio que impede aquisião de petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, falou no dia de ontem, sexta-feira (27/02/2026) sobre a possibilidade de “uma tomada amigável em Cuba“.

Em declaração a repórteres da Agência France Presse (AFP), o mandatário norte-americano afirmou que o país “não tem dinheiro, nem nada”, omitindo fato de que isso se deve ao brutal bloqueio imposto ao país caribenho, reforçado em 29 de janeiro por uma ordem executiva que visa privá-lo do fornecimento de petróleo.

Trump disse ainda que Havana está “conversando com Washington”, o que o levou a sugerir uma “aquisição amigável” da ilha socialista.

A fala de Trump ocorre um dia depois de o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, declarar que a ilha caribenha irá reagir a qualquer ataque dos EUA. O posicionamento foi feito após um incidente na costa do país envolvendo uma lancha registrada no estado estadunidense da Flórida, que terminou com quatro mortos e seis feridos na quarta-feira (25/02).

Em publicação na rede social X, Díaz-Canel escreveu: “Cuba se defenderá com determinação e firmeza diante de qualquer agressão terrorista e mercenária que pretenda afetar sua soberania e estabilidade nacional”.

O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, também se manifestou na mesma plataforma. “Cuba teve de enfrentar inúmeras infiltrações terroristas e agressivas procedentes dos Estados Unidos desde 1959, com um alto custo em vidas, feridos e danos materiais”.

O episódio pode agravar ainda mais a relação entre Havana e Washington. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, declarou que Washington responderá proporcionalmente ao ocorrido assim que tiver todas as informações sobre os mortos, incluindo a nacionalidade das vítimas. “Vale lembrar que é muito incomum ver tiroteios assim em alto-mar”, afirmou.

Apesar da declaração estadunidense, Washignton tem promovido diversos ataques em embarcações em alto-mar, sob a justificativa de combate ao narcotráfico. As ações são consideradas execuções extrajudiciais por organizações internacionais.

Fonte: opera Mundo, com Brasil 247 e Prensa Latina

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