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Família pede ajuda para mulher que fraturou a coluna após acidente em ônibus do transporte coletivo

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Família pede ajuda para mulher que fraturou a coluna após acidente em ônibus do transporte coletivo
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ACIDENTE, DOR E SILÊNCIO

Família pede ajuda para mulher que fraturou a coluna após acidente em ônibus do transporte coletivo

Quando a empresa desaparece justamente na hora de assumir responsabilidades

Na propaganda institucional, o transporte coletivo municipal de Foz do Iguaçu costuma vender a imagem de eficiência, segurança e compromisso com o cidadão. Mas basta acontecer uma tragédia para que o discurso dê lugar ao mais absoluto silêncio.

Foi exatamente isso que a família de Ernestina Ide dos Santos, de 58 anos, afirma estar enfrentando. A trabalhadora sofreu uma fratura na coluna após o acidente envolvendo um ônibus do transporte coletivo no Jardim Patriarca, na última segunda-feira 20 de julho de 2026. Enquanto ela permanece internada, com dores intensas e aguardando transferência para continuidade do tratamento, a pergunta que fica é: onde está a empresa responsável pelo serviço?

O passageiro vale apenas a passagem?

Segundo os familiares, até agora nenhum representante da concessionária procurou a vítima para prestar esclarecimentos, oferecer apoio ou mesmo demonstrar preocupação com seu estado de saúde. O silêncio, neste caso, fala alto.

Quando o cidadão paga a tarifa, o dinheiro chega pontualmente ao caixa da empresa. Mas quando o passageiro sofre um acidente grave, parece que o compromisso desaparece junto com qualquer gesto de responsabilidade social.

Responsabilidade não é favor

Independentemente das investigações sobre as causas do acidente e da eventual responsabilidade jurídica, existe um dever mínimo de humanidade. Procurar a vítima, prestar informações, oferecer assistência e acompanhar a situação da família não deveria ser tratado como estratégia de marketing, mas como obrigação moral de quem presta um serviço público essencial.

A omissão transmite uma mensagem preocupante: depois da catraca, o passageiro parece ser apenas mais um número nas estatísticas.

Enquanto Ernestina enfrenta a dor física e a incerteza sobre sua recuperação, sua família enfrenta outra ferida: a sensação de abandono. E, neste episódio, o silêncio da empresa pode acabar sendo tão revoltante quanto o próprio acidente.

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