FUTURO DA SAÚDE EM DEBATE: Prefeitura descarta autarquia e promete valorização dos servidores
Por Tribuna Foz dia em Notícias
FUTURO DA SAÚDE EM DEBATE
Prefeitura descarta autarquia e promete valorização dos servidores
Audiência Pública expõe desafios financeiros e coloca trabalhadores no centro das discussões
A Câmara Municipal de Foz do Iguaçu promoveu uma audiência pública para discutir o futuro da Fundação Municipal de Saúde e avaliar a proposta de criação de uma autarquia para administrar o Hospital Municipal. O encontro reuniu representantes do Poder Executivo, vereadores, entidades da área da saúde e trabalhadores, em um debate marcado por preocupações com a sustentabilidade financeira e a valorização dos profissionais.
Impacto financeiro freia mudança na gestão
Durante a audiência, representantes da Prefeitura informaram que a implantação da autarquia, neste momento, é considerada inviável. A principal justificativa é o impacto estimado de aproximadamente R$ 13 milhões por ano aos cofres públicos, valor que, segundo o Executivo, comprometeria o equilíbrio financeiro da administração.
Além da questão orçamentária, a Prefeitura destacou que a documentação necessária para embasar a proposta não teria sido elaborada conforme os procedimentos técnicos exigidos. A ausência de estudos específicos e de análises jurídicas e administrativas foi apontada como um fator que impede o avanço da mudança de modelo de gestão.
Direitos dos servidores entram no centro do debate
Outro ponto de destaque foi a preocupação com a segurança dos trabalhadores da Fundação Municipal de Saúde. Representantes do Executivo alertaram que uma eventual transição sem os estudos necessários poderia gerar dúvidas sobre direitos funcionais, aposentadoria e garantias previdenciárias dos servidores.
A valorização dos profissionais também dominou as discussões. O presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu e Região (SEESSFIR), Paulinho, afirmou que a prioridade da categoria é garantir reconhecimento, estabilidade e melhores condições de trabalho.
O dirigente sindical chamou atenção para o elevado número de contratos temporários no Hospital Municipal. Segundo ele, quase metade do quadro funcional é formada por profissionais contratados por prazo determinado, percentual muito acima do limite de 20% previsto na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria.
Plano de Cargos e Salários será apresentado em agosto
Como encaminhamento da audiência, a Prefeitura assumiu o compromisso de apresentar, até o fim de agosto, um plano para implantação do Plano de Cargos e Salários (PCS) dos trabalhadores do Hospital Municipal.
A proposta deverá contemplar a reestruturação salarial, mecanismos de valorização profissional e estudos para ampliação dos benefícios oferecidos aos servidores.
Com a definição desse cronograma, a expectativa é que o diálogo entre o Poder Público e os representantes da categoria avance nas próximas semanas, buscando conciliar responsabilidade fiscal, segurança jurídica e melhores condições para os profissionais responsáveis pelo atendimento à população.
Acordo Coletivo do ITAMED garante ganho real e amplia direitos dos trabalhadores
Os trabalhadores do Hospital ITAMED conquistaram importantes avanços com a aprovação do novo Acordo Coletivo de Trabalho, resultado das negociações conduzidas pelo Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Foz do Iguaçu e Região (SEESSFIR). O destaque é o reajuste de 11,84% no vale-alimentação, índice bem acima da inflação acumulada de 4,11%, garantindo ganho real no poder de compra dos colaboradores.
Benefícios reforçam proteção social
Além da valorização econômica, o acordo assegura novos direitos, como licença-maternidade de até 180 dias, folga no mês de aniversário e a manutenção do auxílio-maternidade, concedido por meio de um valealimentação extra às trabalhadoras no nascimento dos filhos.
Conquistas fortalecem a categoria
O acordo também preserva benefícios conquistados em negociações anteriores, garantindo segurança jurídica e continuidade dos direitos da categoria. Para o SEESSFIR, o resultado demonstra que o diálogo, a negociação responsável e a participação dos trabalhadores continuam sendo os principais instrumentos para ampliar direitos e fortalecer a valorização dos profissionais da saúde.
