Morte de motorista da VISAC em serviço demonstraria total descaso com a classe
Por Tribuna Foz dia em Notícias
Morte de motorista da VISAC em serviço demonstraria total descaso com a classe
A morte do motorista da VISAC (Viação Santa Clara), Giovani Marques Medina, de 40 anos, ocorrida na manhã do último sábado, 09 de maio de 2026, enquanto trabalhava no transporte coletivo de Foz do Iguaçu, levantou uma série de questionamentos sobre as condições enfrentadas diariamente pelos profissionais da categoria e também sobre o tratamento dado aos trabalhadores após situações extremas.
Segundo informações apuradas, Giovani conduzia normalmente o ônibus da linha em que atuava quando começou a passar mal. Mesmo diante da gravidade da situação, ainda conseguiu parar o veículo em segurança, evitando que passageiros e demais pessoas fossem colocados em risco. Logo após estacionar o ônibus, caiu na calçada já em estado crítico.
Uma pessoa que ali passava realizou os primeiros socorros e o encaminhou rapidamente o motorista para a UPA João Samek, mas infelizmente não resistiu. Posteriormente, o corpo foi levado ao Hospital Municipal.
A cena causou forte comoção entre colegas de profissão, passageiros e familiares. Para muitos trabalhadores do transporte coletivo, o caso simboliza a dura realidade enfrentada diariamente por motoristas que convivem com jornadas desgastantes, pressão constante e enorme responsabilidade sobre vidas humanas.
O episódio ganhou contornos ainda mais revoltantes após relatos de que, até o momento, a empresa VISAC não teria prestado assistência concreta à esposa e aos familiares do motorista. A ausência de apoio psicológico, financeiro ou mesmo de acompanhamento à família aumentou a indignação entre colegas de trabalho e membros da comunidade.
Giovani não morreu em momento de lazer ou descanso. Morreu trabalhando, exercendo sua profissão e cumprindo sua obrigação com responsabilidade até os últimos segundos de vida. Seu último ato foi justamente evitar uma tragédia maior, demonstrando compromisso com a segurança dos passageiros mesmo em meio ao próprio sofrimento.
A morte do trabalhador reacende o debate sobre a valorização dos profissionais do transporte coletivo e sobre a responsabilidade das empresas diante de situações envolvendo seus funcionários. Para muitos colegas, mais do que homenagens, o que a categoria exige agora é respeito, dignidade e amparo verdadeiro às famílias de trabalhadores que dedicam suas vidas ao serviço público diário da cidade.
