PL DE FOZ: Um tanque de guerra sem comandante, mas Adriano Rorato entra no radar
Por Tribuna Foz dia em Notícias
PL DE FOZ
Um tanque de guerra sem comandante, mas Adriano Rorato entra no radar
Sem direção municipal vigente desde maio, partido que abriga prefeito, deputados e vereadores vive indefinição interna. Nos bastidores, o nome de Adriano Rorato surge nas articulações para reorganizar a legenda
O Partido Liberal (PL) de Foz do Iguaçu vive uma situação que renderia uma excelente comédia política, não fosse a importância da legenda no cenário municipal. Tem prefeito, deputados reeleitos, vereadores, militantes e até quartel-general bolsonarista. Mas, segundo os dados apresentados como disponíveis na Justiça Eleitoral, falta justamente quem comande oficialmente a tropa.
Muitos generais, pouco comando e uma cadeira vazia
A última direção municipal teve como presidente o prefeito General Joaquim Silva e Luna, com vigência encerrada em 11 de maio de 2026.
Desde então, o PL iguaçuense parece funcionar como um verdadeiro tanque de guerra: combustível não falta, soldados também não, mas a cadeira do comandante continua vazia. E, sem uma direção partidária vigente, até a munição política corre o risco de ficar guardada no depósito.
Deus, Pátria e Família... Mas quem reúne a família?
O tradicional slogan conservador ganhou uma interpretação curiosa em Foz do Iguaçu. Enquanto se fala em Deus, Pátria e Família, a própria família partidária enfrenta dificuldades para definir quem senta à cabeceira da mesa.
A pergunta que passou a incomodar os bastidores é simples: afinal, quem comanda o PL de Foz?
Porque uma coisa é ter lideranças com mandato. Outra, bem diferente, é possuir uma organização capaz de reunir essas lideranças, administrar divergências e construir um projeto político coletivo.
Adriano Rorato: DO QG Bolsonarista à mesa das articulações
É justamente nesse cenário que ganha destaque o vereador Adriano Rorato (PL), cujo nome aparece entre os possíveis integrantes da reorganização do comando municipal.
Rorato possui um histórico de participação nas mobilizações conservadoras da cidade. Esteve à frente da criação do QG 100% Bolsonaro nas eleições de 2022 e 2026, atuou na coordenação local da campanha de Sergio Moro ao Governo do Paraná e participou incansavelmente das campanhas de reeleição dos deputados Vermelho e Matheus Vermelho.
Mas a questão agora é outra. Organizar manifestações, mobilizar apoiadores e participar de campanhas são atividades diferentes de administrar uma estrutura partidária com interesses, ambições e divergências.
Segundo a avaliação apresentada por interlocutores políticos, Rorato possui um perfil moderado nas negociações, mantém diálogo com outras legendas e transita entre diferentes grupos da direita.
Se essas características serão suficientes para construir um consenso, somente as articulações internas poderão demonstrar.
De olho no comando e na sucessão municipal
O debate sobre a presidência do PL também ocorre em meio às movimentações para a próxima eleição municipal.
O prefeito Silva e Luna vem declarando que não pretende disputar a reeleição. O deputado Matheus Vermelho também afirmou, em entrevista, que não pretende concorrer à Prefeitura.
Nesse cenário, os nomes do deputado federal Vermelho e do vereador Adriano Rorato aparecem nas conversas sobre o futuro da legenda.
Rorato, eleito em 2024 com 3.704 votos, também acumula experiência administrativa e participação em comissões importantes da Câmara Municipal. Esses são elementos concretos de sua trajetória, embora não representem, por si só, uma definição sobre o comando partidário.
O Time Red e o desafio de reunir a tropa
Nos bastidores, a possibilidade de uma composição envolvendo o grupo político ligado à Prefeitura e o chamado “Time Red” coloca Adriano Rorato no centro das discussões.
A eventual escolha do vereador para presidir o diretório municipal dependerá, naturalmente, de entendimento político e formalização partidária. Até o momento, não há confirmação pública de sua nomeação.
O curioso é que o PL, acostumado aos discursos sobre disciplina, hierarquia e comando, precisa resolver uma questão elementar: quem dará as ordens dentro da própria organização?
A resposta poderá surgir nos próximos dias.
Até lá, o tanque continua estacionado. Tem combustível, tem tripulação, tem bandeira e tem muita gente querendo escolher o destino.
Só falta descobrir quem ficará com a chave da ignição.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 449, página 3 de autoria do Jornalista Enrique Alliana
