Tribuna Foz - Tribuna Foz

☰

DERROTA INCONFORMADA: Vereador Bosco Foz defende o golpe e a anulação das eleições presidenciais

Por Tribuna Foz dia em Notícias

DERROTA INCONFORMADA: Vereador Bosco Foz defende o golpe e a anulação das eleições presidenciais
  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp

DERROTA INCONFORMADA

Vereador Bosco Foz defende o golpe e a anulação das eleições presidenciais

Inconformado com a derrota de Flávio Bolsonaro, vereador de Foz do Iguaçu divulga suspeitas sobre a eleição presidencial e cita relatório extraoficial. Ministério Público Federal precisa avaliar a gravidade das declarações

 

Parece que uma parcela do bolsonarismo radical continua enfrentando sérias dificuldades para compreender uma regra elementar da democracia: ganha quem recebe mais votos, não quem grita mais alto depois da apuração.

Perdeu a eleição, mas não perdeu a vontade de contestar

Em Foz do Iguaçu, o vereador Bosco Foz resolveu transformar sua indignação com a derrota de Flávio Bolsonaro em manifestações públicas de desconfiança contra o resultado presidencial.

Em um vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar declarou: “Muitos devem estar tristes, eu estou com raiva. Com raiva porque, eu não consigo aceitar este tipo de resultado totalmente fora da lógica. Flavio Bolsonaro só fez três milhões de votos a mais e Lula fez dez, e uma série de irregularidades”.

Não satisfeito, acrescentou:

“Eu deixo esse registro da minha inconformidade, a gente passa mais uma vez uma situação de não conseguir mais aceitar, acreditar, na lógica das coisas e confiar nas instituições”.

Ora, vereador! A democracia não funciona conforme a lógica particular de cada candidato derrotado ou de seus apoiadores. E a indignação pessoal não substitui provas técnicas.

O relatório milagroso que promete abalar a república

Em outra gravação, Bosco Foz foi ainda mais longe ao apresentar uma narrativa sobre supostas irregularidades na totalização dos votos.

O vereador anunciou:

“Neste vídeo eu vou te mostrar o porquê Flavio Bolsonaro se declarou presidente legitimo do Brasil”.

Na sequência, apresentou sua explicação:

“Foi criado um relatório pericial extra-oficial que vai abalar as eleições de 2026. Pois segundo os números apresentados nesse relatório até as 17 horas Flavio Bolsonaro estaria na frente com uma vantagem de um milhão e oitocentos mil de votos. Porem entre as 17 e 19 horas dessa prorrogação absurda, teria ocorrida uma mudança radical, a entrada de seis milhões de votos para o carniça...”.

Bosco Foz questiona as urnas, Cadê as provas, vereador?

Convenhamos! Um relatório apresentado como pericial não se transforma automaticamente em prova de fraude apenas porque seus números impressionam os inconformados.

Quem produziu esse documento? Quais especialistas o assinaram? Qual foi a metodologia? Onde estão os dados verificáveis?

E, principalmente, qual evidência demonstra que a mudança na totalização dos votos decorreu de alguma irregularidade?

Ministério Público Federal: É hora de exigir explicações

As declarações merecem ser examinadas pelo Ministério Público Federal, que deve avaliar a existência de elementos concretos para instaurar uma investigação aprofundada.

Seria pertinente solicitar ao vereador a íntegra do suposto relatório, sua origem, a identificação dos responsáveis e os elementos técnicos que sustentariam as acusações divulgadas.

Afinal, quem ocupa um cargo público e lança suspeitas tão graves sobre uma eleição presidencial precisa estar preparado para demonstrar aquilo que afirma.

O MPF também deveria avaliar se o conteúdo divulgado ultrapassa os limites da crítica política legítima e apresenta indícios de alguma conduta ilícita.

Foz tem problemas reais, mas a prioridade é a derrota de Flávio?

Enquanto a população cobra soluções para os buracos nas ruas, problemas na saúde e deficiências dos serviços municipais, o vereador parece dedicar especial atenção à derrota presidencial de seu campo político.

Bosco Foz tem todo o direito de não gostar do resultado eleitoral. Pode ficar triste, indignado e até com raiva, como confessou publicamente.

Mas existe uma diferença gigantesca entre discordar politicamente de um resultado e sustentar publicamente suspeitas de fraude sem apresentar evidências verificáveis.

O mandato parlamentar não oferece imunidade à responsabilidade pelas próprias declarações.

Se o vereador possui provas consistentes, deve encaminhá-las às autoridades competentes. Caso contrário, suas acusações permanecem no terreno das alegações não comprovadas.

A democracia não precisa de adivinhações. Precisa de provas

O Ministério Público Federal não deve agir para punir opiniões políticas, mas tem o dever institucional de avaliar possíveis ilícitos quando houver indícios suficientes.

Afinal, a credibilidade das eleições não pode ficar refém de relatórios misteriosos, interpretações convenientes e discursos inflamados.

A pergunta que fica para Bosco Foz é objetiva: O vereador possui provas de fraude eleitoral ou está apenas tentando encontrar uma explicação para uma derrota que não conseguiu aceitar?

Porque, na democracia, perder uma eleição não é crime. E apresentar provas, quando se faz uma acusação grave, é o mínimo que se espera de um representante do povo.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 449, página 5 de autoria do Jornalista Enrique Alliana

 

  • Compartilhe esse post
  • Compartilhar no Facebook00
  • Compartilhar no Google Plus00
  • Compartilhar no Twitter
  • Compartilhar no Whatsapp