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TRAIÇÃO OU COVARDIA? Evandro Ferreira desaparece na hora do voto e revolta eleitores da direita

Por Tribuna Foz dia em Notícias

TRAIÇÃO OU COVARDIA? Evandro Ferreira desaparece na hora do voto e revolta eleitores da direita
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TRAIÇÃO OU COVARDIA?

Evandro Ferreira desaparece na hora do voto e revolta eleitores da direita

 

Vereador do PSD, que construiu sua identificação política junto ao eleitorado conservador, não participou da votação sobre a denúncia contra Adnan El Sayed. A ausência virou combustível para acusações de traição e revolta até entre associados do ICLI.

Na hora H, o conservadorismo ficou offline

Na política, existem aqueles que defendem suas convicções, aqueles que mudam de lado e aqueles que, quando chega a hora de demonstrar coragem, simplesmente desaparecem. Pelo relato da sessão de 14 de outubro, o vereador Evandro Ferreira (PSD) resolveu protagonizar a terceira alternativa.

Na Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, a pauta era explosiva: o pedido de investigação do vereador Adnan El Sayed, acusado de suposta quebra de decoro parlamentar após um discurso de apoio ao presidente Lula nas dependências da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (UNILA).

A denúncia questionava a utilização de um espaço público federal para manifestação de natureza eleitoral. A existência da acusação, entretanto, não significa que a irregularidade tenha sido comprovada.

Na votação sobre o recebimento da denúncia, o placar terminou empatado: sete votos favoráveis e sete contrários. Com isso, segundo o resultado relatado, o pedido não avançou.

Mas o verdadeiro espetáculo político não estava apenas no placar. Estava na ausência de quem poderia ter participado da decisão.

O vereador que estava online, mas sumiu do voto

Evandro Ferreira, identificado politicamente com setores da direita, estava, segundo as informações apresentadas, conectado à sessão. Entretanto, justamente no momento da votação, não participou.

Uma coincidência daquelas que merecem entrar para o folclore político iguaçuense.

Afinal, para quem construiu sua imagem junto ao eleitorado conservador, desaparecer numa votação politicamente sensível não parece exatamente uma demonstração de firmeza.

O vereador pode até ter uma explicação perfeitamente legítima. O problema é que, sem uma justificativa pública, sua ausência abre espaço para todo tipo de interpretação.

E a pergunta que incomoda seus apoiadores é simples: faltou conexão, convicção ou coragem?

De representante da direita a acusado de traição

Segundo relatos colhidos pelo jornal Tribuna Popular, eleitores conservadores demonstraram indignação com a postura do parlamentar.

Um servidor municipal ouvido pela reportagem teria afirmado: "Evandro Ferreira traiu a família conservadora ao se omitir sobre o caso."

Outro foi ainda mais contundente, interpretando a ausência como uma escolha política favorável à esquerda. É evidente que essas declarações representam opiniões dos entrevistados, não uma conclusão sobre as intenções do vereador.

Entretanto, revelam o tamanho do desgaste que uma única ausência pode provocar entre aqueles que esperavam uma posição clara.

Na política, ficar em cima do muro pode parecer confortável. O inconveniente é descobrir que, dependendo da altura, a queda pode ser eleitoral.

Até no ICLI, a maré virou contra o ex-comodoro

A insatisfação relatada também teria chegado ao Iate Clube Lago de Itaipu (ICLI), onde Evandro Ferreira exerceu a função de comodoro.

Associados ouvidos pela reportagem criticaram duramente a ausência na votação. "É inaceitável o vereador que se diz da direita ficar em cima do muro", declarou um dos entrevistados.

Outro afirmou que o ex-comodoro teria traído a confiança dos associados e que seria cobrado dentro do clube.

As manifestações não representam necessariamente a posição institucional do ICLI, mas indicam que a controvérsia ultrapassou os corredores da Câmara.

E aqui surge uma ironia irresistível: quem está acostumado a comandar embarcações aparentemente encontrou dificuldades para definir o próprio rumo político.

Quando o silêncio fala mais alto

Evandro Ferreira não tinha obrigação de votar conforme a expectativa de determinado grupo político. Seu mandato exige independência, responsabilidade e respeito às regras legislativas.

Mas também é verdade que o eleitor tem todo o direito de cobrar coerência e explicações de seus representantes. Se a ausência foi motivada por problema técnico, compromisso inevitável ou outra circunstância, cabe ao parlamentar esclarecer.

O que não pode é transformar uma votação importante num misterioso jogo de esconde-esconde.

Para os conservadores que se manifestaram à reportagem, a conta política já começou a chegar.

Evandro Ferreira talvez não tenha escolhido publicamente um lado naquela votação. Mas sua ausência acabou produzindo exatamente aquilo que qualquer político teme: deixar seus próprios apoiadores perguntando de que lado ele realmente está.

E, pelo visto, nem a experiência de ex-comodoro será suficiente para navegar tranquilamente nessa tempestade política.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 449, página 6 de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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