Secretário de Segurança e Diretor da GM propagam Fake News ao tentar esconder a incompetência
Por Tribuna Foz dia em Notícias
SEM EXCRUPULOS
Secretário de Segurança e Diretor da GM propagam Fake News ao tentar esconder a incompetência
Fake News oficial: A segurança pública contra a verdade
Em Foz do Iguaçu, a gestão da segurança pública parece ter descoberto um novo método administrativo: quando a realidade incomoda, inventa-se outra. E assim seguem o secretário municipal de Segurança Pública, Almirante Tinoco, e o diretor da Guarda Municipal, Ubirajara Pigatto Ribeiro, transformando uma crise gravíssima em um verdadeiro festival de contradições, notas oficiais duvidosas e versões que desmoronam mais rápido que discurso eleitoral em fim de mandato.
O caso já seria revoltante por si só: um guarda municipal acusado de estupro de vulnerável não foi afastado imediatamente de suas funções. Em qualquer administração minimamente séria, o procedimento preventivo seria automático. Afinal, trata-se de uma denúncia extremamente grave envolvendo um servidor da área de segurança pública. Mas em Foz do Iguaçu parece existir um protocolo alternativo: troca-se o servidor de setor e torce-se para ninguém perceber.
"Quando o escândalo vira problema só depois da imprensa"
Segundo as informações divulgadas pelo jornal Tribuna Popular no dia 12 de maio de 2026, o servidor saiu da Corregedoria e foi parar no videomonitoramento do GGIM, trabalhando normalmente durante a madrugada. Uma solução brilhante. Afinal, se não pode ficar na Corregedoria, basta colocá-lo atrás das câmeras e fingir que está tudo resolvido. Talvez acreditassem que trocar o cenário mudaria os fatos.
"Segurança pública ou central municipal de desculpas?"
Mas o auge do espetáculo veio dias depois, quando a Guarda Municipal resolveu publicar uma nota oficial chamando a reportagem de "Fake News". Sim, a instituição pública resolveu acusar o jornalismo de mentir. O problema é que a própria realidade resolveu desmentir a nota oficial.
"A mentira tinha escala, horário e local de trabalho"
As escalas de serviço dos dias 11, 12 e 13 de maio de 2026 mostraram exatamente aquilo que tentaram negar: o servidor continuava trabalhando normalmente após a publicação da denúncia. O afastamento só teria ocorrido no dia 14 de maio - justamente no mesmo dia em que a nota pública afirmava que ele já estava afastado anteriormente. Coincidência impressionante. Quase um milagre administrativo ocorrido poucas horas após a repercussão negativa.
A situação fica ainda mais constrangedora quando a nota oficial tenta posar de exemplo de rigor institucional afirmando que "tão logo tomou conhecimento dos fatos", o secretário determinou afastamento preventivo e recolhimento do armamento funcional. A frase seria bonita, emocionante até, se não fosse desmontada pelos próprios fatos.
"Afastado só na nota: realidade estragou a narrativa"
O armamento já havia sido recolhido no dia 08 de maio, antes mesmo da matéria jornalística. Já o afastamento preventivo simplesmente não aconteceu da maneira como tentaram vender para a população. Na prática, o servidor teria entrado em folga compensatória e licença-prêmio a partir do dia 14. Ou seja: venderam como punição exemplar aquilo que aparenta ter sido apenas uma saída burocrática para conter o desgaste político.
E talvez seja justamente aí que mora o maior problema. Não é apenas a suspeita de incompetência administrativa. É a tentativa desesperada de maquiar os fatos, atacar quem denunciou e construir uma narrativa paralela para proteger a própria imagem.
Porque quando autoridades públicas começam a chamar documentos, escalas e fatos de "fake news", a sociedade entra num terreno perigoso: o da institucionalização da mentira.
Em vez de transparência, nota de Instagram. Em vez de firmeza, maquiagem administrativa. Em vez de responsabilidade, teatro.
"Tinoco e Pigatto: patrulha da narrativa oficial fracassou"
E enquanto isso, a população assiste perplexa a dois gestores que deveriam transmitir confiança na segurança pública protagonizando uma crise onde cada nova explicação parece pior que a anterior.
No fim das contas, fica a impressão de que o maior esforço da administração não era afastar o servidor. Era afastar a verdade.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 435, página 3, de autoria do Jornalista Enrique Alliana
