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Vendas de veículos elétricos crescem 35% no 2º trimestre e atingem recorde em 50 países

Por Tribuna Foz dia em Notícias

Vendas de veículos elétricos crescem 35% no 2º trimestre e atingem recorde em 50 países
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Vendas de veículos elétricos crescem 35% no 2º trimestre e atingem recorde em 50 países

As vendas globais de carros elétricos voltaram a crescer no segundo trimestre de 2026 e atingiram níveis recordes em diversos mercados. De acordo com o estudo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), a retomada ocorre m contexto de crise energética agravada pela guerra no Oriente Médio, que elevou a volatilidade dos preços dos combustíveis e reforçou a competitividade dos veículos elétricos.

Segundo o estudo, as vendas aumentaram 4% no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2025 e avançaram 35% na comparação com o primeiro trimestre deste ano, alcançando recordes em 50 países. Entre os destaques estão Brasil, Austrália, Índia, Coreia do Sul e Vietnã, onde as vendas praticamente dobraram em relação ao mesmo período de 2025.

No total, mais de 90 países registraram crescimento anual nas vendas de veículos elétricos durante o primeiro semestre.

Como resultado dessa alta, a agência espera que as vendas de carros elétricos atinjam 29% do total de vendas de carros em todo o mundo em 2026. Também é esperado um aumento nas vendas globais de veículos elétricos de cerca de 10% em 2026 em relação ao ano anterior. 

A IEA ainda analisa que, como os veículos rodoviários respondem por quase metade do consumo mundial de petróleo, tornando o setor altamente sensível às oscilações dos preços dos combustíveis e a possíveis interrupções no fornecimento, as respostas dos governos e da indústria à atual crise energética podem acelerar ainda mais a transição para a mobilidade elétrica neste segmento.

China deve registrar estagnação inédita nesta década

A recuperação mais lenta do mercado chinês continua sendo o principal fator que limita um crescimento ainda maior das vendas globais de veículos elétricos, segundo a IEA.

Embora a participação dos carros elétricos nas vendas totais de automóveis na China deva superar 60% neste ano, o volume comercializado deve permanecer próximo ao de 2025.

No primeiro semestre, o mercado automotivo chinês encolheu mais de 20% em relação ao mesmo período do ano anterior, com cerca de 2,5 milhões de veículos a menos vendidos, um volume equivalente às vendas anuais combinadas do Reino Unido e da Holanda em 2025.

Para compensar a queda da demanda doméstica, as montadoras chinesas ampliaram fortemente as exportações. As vendas externas de automóveis cresceram 65% no primeiro semestre, reduzindo o impacto sobre a produção nacional, que caiu cerca de 6%.

No segmento de veículos elétricos, o avanço foi ainda maior: as exportações aumentaram mais de 120% em relação ao ano anterior, compensando integralmente a retração das vendas internas.

Como resultado, os carros elétricos passaram a representar mais de 45% das exportações automotivas chinesas, ante aproximadamente 35% em 2025.

A expansão das exportações chinesas tende a intensificar a concorrência no setor automotivo, especialmente em mercados emergentes.

A IEA destaca que as montadoras chinesas consolidaram uma posição competitiva relevante no segmento de veículos elétricos, ampliando rapidamente sua participação em países em desenvolvimento.

Política industrial será decisiva

A liderança chinesa no mercado de veículos elétricos é resultado de décadas de política industrial, investimentos em inovação e ganhos de escala, afirma a agência.

Os fabricantes do China contam com cadeias de suprimentos integradas, elevada capacidade de produção de baterias e custos de fabricação cerca de 35% inferiores aos observados em economias avançadas.

Para reduzir essa diferença competitiva, a agência avalia que será necessária uma atuação coordenada entre governos e indústria, com políticas estáveis de estímulo à demanda, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, fortalecimento da cadeia de baterias e ganhos de eficiência na produção.

Além disso, montadoras vêm recorrendo cada vez mais a joint ventures e alianças estratégicas para compartilhar tecnologias, ampliar a produção, fortalecer a cadeia de baterias e acelerar a expansão em novos mercados.

Fonte: Uol

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