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A quádrupla disputa no governo do Paraná e o Super-Vice da Federação PP/União Brasil?

Por Tribuna Foz dia em Notícias

A quádrupla disputa no governo do Paraná e o Super-Vice da Federação PP/União Brasil?
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O XADREX DE 2026

A quádrupla disputa no governo do Paraná e o Super-Vice da Federação PP/União Brasil?

Neste jogo de xadrez eleitoral, quem domina o vice, domina o Paraná

O cenário político do Paraná para 2026 já não permite leituras simplistas. O que se desenha é um verdadeiro tabuleiro de xadrez eleitoral, onde cada movimento altera profundamente o equilíbrio de forças.

"Um simples erro entrega o governo de bandeja"

A chamada "quádrupla disputa" ao Governo do Estado, envolvendo Sérgio Moro, Rafael Greca, Sandro Alex e Requião Filho, não apenas fragmenta o eleitorado como inaugura uma eleição altamente estratégica, onde alianças e composições terão peso maior que o desempenho isolado dos candidatos.

A liderança inicial de Sérgio Moro nas pesquisas é relevante, mas está longe de ser definitiva. Em cenários pulverizados, a dianteira não garante vitória. Pelo contrário, costuma transformar o líder em alvo preferencial. Sergio Moro carrega recall nacional, capital político acumulado e forte identificação com uma parcela do eleitorado, mas enfrenta o desafio de ampliar sua base para além desse núcleo. É justamente nesse espaço que seus adversários enxergam oportunidade.

Rafael Greca aparece como a principal alternativa de centro, sustentado por sua trajetória administrativa e pela força política da capital. Seu desafio, no entanto, é expandir essa influência para o interior do estado e consolidar uma narrativa que vá além da gestão urbana.

Já Sandro Alex entra na disputa com o peso da máquina estadual, respaldado pelo grupo político do governador, o que lhe garante estrutura, presença institucional e capacidade de mobilização.

Requião Filho, por sua vez, representa um campo ideológico bem definido, com militância ativa e discurso consolidado, garantindo estabilidade ao seu eleitorado.

"A Guerra dos Vices: o nome que pode eleger o próximo governador"

Nesse ambiente de forças equilibradas, a eleição deixa de ser uma corrida linear e passa a ser uma disputa de encaixes. É aqui que a federação entre Progressistas (PP) e União Brasil assume papel central. Mais do que um bloco partidário, trata-se da estrutura mais cobiçada do processo eleitoral: tempo de televisão, presença em centenas de municípios e uma rede política capaz de influenciar diretamente o resultado.

Mas esse apoio tem um preço. E ele é alto. A vaga de vice-governador. Em um cenário como o atual, o vice não é figurativo; ele é determinante. A escolha desse nome pode redefinir alianças, abrir ou fechar regiões eleitorais e, sobretudo, alterar o tom da campanha.

"Cida Borghetti: tradição, poder e o controle do tabuleiro"

Entre os nomes colocados, Cida Borghetti representa a força institucional. Experiente, articulada e com presença consolidada no Noroeste, ela agrega densidade política e segurança administrativa. Sua entrada fortalece alianças e amplia a governabilidade de qualquer chapa. No entanto, sua escolha pode reforçar um perfil mais tradicional, exigindo compensação narrativa para dialogar com o eleitor que busca renovação.

"O trunfo de Londrina: Belinati como vice pode mudar tudo"

Marcelo Belinati surge como uma alternativa de forte apelo popular. Com alta aprovação em Londrina e perfil carismático, ele tem capacidade de mobilizar o Norte do estado e consolidar um eixo eleitoral robusto. Sua presença amplia o alcance da chapa, mas também levanta um ponto estratégico: a necessidade de equilibrar outras regiões, especialmente o Oeste, que segue como território decisivo.

CADEIRA DE FAVORITOS

Paulo Mac Donald Ghisi poderá ser o vice dos sonhos

Eleições no Paraná 2026: não vence quem lidera, vence quem articula melhor

É nesse ponto que o nome de Paulo Mac Donald, ganhando protagonismo diferenciado. Mais do que uma liderança regional, ele se apresenta como um ativo político com discurso baseado em resultados concretos. Sua gestão em Foz do Iguaçu, especialmente na área da educação, construiu uma narrativa rara no cenário político: a da eficiência comprovada. Indicadores, reconhecimento nacional e políticas públicas bem-sucedidas transformam sua trajetória em argumento eleitoral sólido.

"Paulo Mac Donald: o vice que leva resultados para o centro do debate"

A presença de Paulo Mac Donald em uma chapa majoritária não apenas garante penetração no Oeste, região denominada estratégica e altamente competitiva, como também adiciona um elemento de confronto técnico ao debate. Em uma eleição marcada por discursos ideológicos e narrativas amplas, a capacidade de apresentar resultados mensuráveis pode ser decisiva. Ele não entra apenas como complemento, mas como peça capaz de elevar o nível da discussão.

"Sem vice forte, não há vitória: a verdade que ninguém quer dizer"

O "xadrez de 2026" será decidido menos pela força individual das peças e mais pela inteligência dos movimentos. Em um tabuleiro com múltiplos polos de poder, vencerá quem souber combinar estratégia, narrativa e articulação política. E, sobretudo, quem entender que, nesta eleição, não basta liderar, é preciso conectar.

Fatores extras impulsionariam as eleições

Outro fator que altera profundamente esse xadrez é o desempenho de Álvaro Dias na disputa pelo Senado. Com forte presença nas pesquisas, ele se consolida como um dos principais "puxadores de voto" do estado. Sua associação com uma candidatura ao governo cria um efeito multiplicador, ampliando o alcance da chapa e dialogando com um eleitorado que valoriza experiência e consistência política.

Essa combinação, governo, Senado e vice se transforma em uma eleição onde a equação complexa se moldam. Não se trata apenas de escolher nomes fortes, mas de construir uma narrativa coerente e complementar. Rafael Greca, por exemplo, representa inovação e gestão urbana; Álvaro Dias agrega experiência e credibilidade; e o vice ideal será aquele capaz de fechar o ciclo, seja com capilaridade regional, força institucional e um discurso de resultados.

O grande mérito desse cenário é sua imprevisibilidade. Diferentemente de eleições polarizadas e previsíveis, o Paraná caminha para uma disputa aberta, onde cada decisão estratégica terá impacto direto no resultado. A escolha do vice, nesse contexto, deixa de ser detalhe e se transforma no movimento mais importante do jogo.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 433, páginas 6 e 7, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

 

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