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APAGÃO ELEITORAL: Itaipu e o tropeço eleitoral que culminou com a derrota de Gleisi Hosfmann para o senado

Por Tribuna Foz dia em Notícias

APAGÃO ELEITORAL: Itaipu e o tropeço eleitoral que culminou com a derrota de Gleisi Hosfmann para o senado
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APAGÃO ELEITORAL

Itaipu e o tropeço eleitoral que culminou com a derrota de Gleisi Hosfmann para o senado

No final das contas, ficou demonstrado que Itaipu produziu energia, mas faltou luz política, causando um apagão nas pretensões políticas de Gleisi Hoffmann

 

Críticas à atuação de assessores ligados à Binacional levantam questionamentos sobre o desgaste político que acompanhou a candidatura de Gleisi Hoffmann ao Senado

O aviso veio antes das urnas

Na política, existe uma diferença entre perder uma eleição e descobrir que parte dos problemas pode ter surgido dentro da própria estrutura de apoio.

A derrota eleitoral de Gleisi Hoffmann na disputa pelo Senado reacendeu uma discussão que já circulava nos bastidores: qual teria sido a contribuição de assessores políticos ligados à Itaipu Binacional para o enfraquecimento de suas alianças?

O alerta não surgiu depois da apuração dos votos.

Em 4 de agosto de 2026, uma matéria jornalística já questionava essa articulação com o título: “Quando os assessores enterram o projeto político de Gleisi Hoffmann”.

A publicação apontava prepotência, desgaste de relacionamentos e afastamento de lideranças tradicionais. Dois meses depois, o resultado eleitoral trouxe novamente essas críticas ao debate.

ITAIPU: Uma usina de energia ou de desentendimentos?

A expectativa era que a presença de aliados políticos em posições estratégicas da Itaipu ajudasse a aproximar lideranças regionais, fortalecer relações institucionais e ampliar o diálogo.

Entretanto, segundo críticas surgidas nos bastidores, o resultado teria sido bem diferente. Lideranças historicamente próximas ao grupo relataram desprestígio e perda de espaço. Também surgiram questionamentos sobre supostas articulações para substituir antigos aliados por novos interlocutores.

Se confirmadas, essas práticas ajudam a explicar o desgaste interno, embora não sejam suficientes, isoladamente, para determinar as causas de uma derrota eleitoral.

Quando faltam pontes, sobram ruínas

O episódio expõe uma contradição política digna de reflexão: uma estrutura com enorme capacidade de articulação institucional pode acabar associada, na percepção de antigos aliados, ao distanciamento e à divisão.

É uma ironia que merece registro. Enquanto Itaipu produz energia para milhões de pessoas, sua influência política regional passou a ser questionada justamente pela dificuldade de manter determinadas relações acesas.

A conta chegou. Mas quem vai explicar?

O resultado das urnas não permite afirmar que a atuação de assessores tenha sido responsável pela derrota de Gleisi. Entretanto, também não elimina a necessidade de examinar os conflitos relatados antes da eleição.

A pergunta permanece: os responsáveis pela articulação política trabalharam para ampliar alianças ou permitiram que disputas internas enfraquecessem o projeto?

Na política, discursos podem esconder divergências por algum tempo. As urnas, porém, encerram a campanha e abrem espaço para a cobrança de explicações.

E, neste caso, há uma questão especialmente incômoda: como uma estrutura criada para aproximar lideranças terminou cercada de acusações de afastá-las?

No final das contas, ficou demonstrado que Itaipu produziu energia, mas faltou luz política, causando um apagão nas pretensões políticas de Gleisi Hoffmann.  

Dado confirmado é que Gleisi Hoffmann recebeu 1.542.636 votos (13,35%) e terminou em quarto lugar na disputa pelo Senado em 4 de outubro de 2026. Filipe Barros e Deltan Dallagnol conquistaram as duas vagas.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 447, página 8 de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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