Chefe de gabinete do Ver. Bosco propaga Fake News nas redes sociais sobre a fabrica da BYD
Por Tribuna Foz dia em Notícias
DESINFORMAÇÃO
Chefe de gabinete do Ver. Bosco propaga Fake News nas redes sociais sobre a fabrica da BYD
“Gabinete do Vereador Bosco Foz patrocina desinformação ao espalhar mentiras nas redes sociais”
Em pleno feriado de Tiradentes, data que simboliza luta contra abusos e em defesa da verdade, eis que surge um episódio digno de ironia histórica: um chefe de gabinete, pago com dinheiro público, decide usar seu tempo e sua influência para espalhar… desinformação.
“Servidor público ou militante da mentira?”
O protagonista da vez é Basileu Joaquim de Azara, assessor parlamentar do vereador Bosco Foz, que aparentemente resolveu inovar no conceito de função pública. Em vez de trabalhar por políticas concretas ou auxiliar na melhoria da cidade, optou por algo mais “moderno”: compartilhar vídeo de internet com informação duvidosa. Afinal, por que checar fatos quando se pode simplesmente apertar o botão de “repost”, não é mesmo?
“A máquina da mentira também funciona em gabinete”
O conteúdo em questão? Um vídeo da candidata derrotada Tati Mandelli, que resolveu afirmar que a fábrica da BYD em Camaçari, na Bahia, não emprega nenhum baiano. Uma declaração tão desconectada da realidade que chega a ser quase uma peça de ficção. Faltou só trilha sonora dramática e aviso de “baseado em fatos irreais”.
Porque, veja só, a realidade tem esse defeito irritante de existir. Dados oficiais mostram mais de 3.500 trabalhadores diretos no complexo industrial, com cerca de 93% sendo brasileiros. Ou seja, não apenas emprega, como emprega majoritariamente mão de obra local. Um detalhe pequeno, quase irrelevante… exceto para quem se importa com a verdade.
“Quase R$ 12 mil por mês para mentir nas redes”
Mas o mais curioso não é nem o erro em si, errar acontece. O que chama atenção é a disposição quase militante em compartilhar algo sem qualquer verificação. Ainda mais vindo de alguém que ocupa cargo público, com salário de R$ 11.788,74 mensais. Dá a impressão de que o requisito para a função não inclui, necessariamente, compromisso com fatos.
E aqui entra o toque de ironia fina: são justamente esses mesmos grupos que frequentemente se dizem perseguidos quando o assunto é regulação de redes sociais. Falam em censura, em liberdade de expressão ameaçada… mas, na prática, parecem defender algo um pouco diferente: a liberdade de espalhar qualquer coisa, sem responsabilidade alguma.
Porque liberdade de expressão, vale lembrar, nunca significou liberdade para desinformar deliberadamente. Mas talvez essa distinção seja complexa demais para quem prefere a velocidade do compartilhamento à responsabilidade da apuração.
Fica a pergunta inevitável: qual o objetivo? Desgastar uma empresa? Criar narrativa política? Ou apenas surfar na onda fácil da desinformação que, infelizmente, ainda rende curtidas e engajamento?
“Mentir também faz parte do expediente?”
Seja qual for a resposta, o episódio serve como um retrato incômodo de um problema maior. Quando assessores públicos se comportam como replicadores de fake news, a política deixa de ser ferramenta de construção coletiva e passa a ser palco de desinformação institucionalizada.
E aí, ironicamente, quem paga essa conta, além do contribuinte que banca o salário, é a própria credibilidade do debate público. Porque, no final, não é só uma fábrica na Bahia que vira alvo de distorção. É a verdade que vai sendo desmontada, postagem por postagem.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 433, página 4, de autoria do Jornalista Enrique Alliana
