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Os sucessores do famigerado Lingua de Trapo aparecem em ano eleitoral

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Os sucessores do famigerado Lingua de Trapo aparecem em ano eleitoral
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LINGUA DE TRAPO II

Os sucessores do famigerado Lingua de Trapo aparecem em ano eleitoral

Enrique Alliana - Jornalista

Em Foz do Iguaçu, ano eleitoral não chega sozinho. Vem sempre acompanhado de um velho conhecido: o “jornalismo” de conveniência, aquele que troca compromisso com a verdade por engajamento barato. Ou algo ainda mais palpável. É quase um fenômeno da natureza: bastam as urnas se aproximarem que brotam, como erva daninha, os herdeiros espirituais do saudoso (ou nem tanto) Língua de Trapo.

Para quem tem memória, o roteiro não mudou absolutamente nada. O método continua o mesmo: publicar qualquer coisa, sem prova, sem responsabilidade e, principalmente, sem vergonha. O objetivo? Não é informar. Isso seria exigir demais, mas pressionar, desgastar e, se possível, faturar em cima do caos. Afinal, a velha lógica do “paga que eu não te bato” parece nunca sair de moda em certos cantos obscuros da comunicação local.

O curioso é como esses “novos comunicadores” gostam de se vender como arautos da verdade, quando na prática funcionam como verdadeiras centrais de boatos sob demanda. A diferença entre notícia e fofoca, para eles, é apenas o alcance da postagem. Se viralizou, virou “denúncia”; se desmentiram, fingem que nunca existiu. Simples assim.

O episódio recente publicado pelo Jornalista Ronildo Pimentel da página digital Diário de Foz, extraído da Coluna Palavra Livre de Zé Beto Maciel, Luiz Filho, Maria Tereza Vasques e Gustavo Aquino, publicado no Jornal  GDia, envolvendo a vereadora Anice Gazzaoui, é um exemplo didático desse teatro mal ensaiado. Inventa-se um suposto acordo político, publica-se como fato consumado e pronto: cria-se a confusão. Pouco importa se é verdade. Aliás, geralmente não é. O importante é gerar desgaste, dividir grupos e testar narrativas. Quando a própria vereadora vem a público desmentir, o estrago já foi feito. E, claro, nenhum pedido de desculpas aparece. Retratação não dá clique.

Enquanto isso, o tal “G9”, citado como alvo da história, vira figurante involuntário de uma trama que não escreveu. A união do grupo incomoda? Ótimo, então cria-se uma crise fictícia. No fim das contas, não é sobre política, é sobre manipulação, e principalmente, sobre quem está por trás dela.

E é aí que mora o detalhe mais interessante (ou mais preocupante): esses “sucessores” não surgem por acaso. Eles aparecem sempre alinhados com interesses muito bem definidos. São ferramentas úteis para quem prefere atuar nos bastidores, tentando entrar na política pela porta dos fundos, sem voto, sem debate e sem transparência. Um atalho perigoso, mas aparentemente ainda bastante utilizado.

No fundo, Foz do Iguaçu assiste a um déjà vu constrangedor. Mudam os nomes, mudam as páginas, mas o modus operandi continua idêntico. É a reciclagem da velha chantagem digital, agora com filtro novo e legenda caprichada.

Resta saber até quando esse tipo de prática continuará encontrando espaço, e pior, audiência. Porque enquanto houver quem consuma desinformação como se fosse notícia, sempre haverá alguém disposto a produzi-la. E, em ano eleitoral, como já ficou claro, eles não apenas aparecem… eles se multiplicam.

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