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GENERAL SILVA E LUNA = 18 meses depois: Cadê o governo que foi prometido?

Por Tribuna Foz dia em Notícias

GENERAL SILVA E LUNA = 18 meses depois: Cadê o governo que foi prometido?
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GENERAL SILVA E LUNA

18 meses depois: Cadê o governo que foi prometido?

112 anos de Foz e 18 meses de decepção administrativa; Do quartel à Prefeitura: Quando o cronograma vira desculpa

Nesta quarta-feira, 10 de junho de 2026, Foz do Iguaçu completa 112 anos de história. São mais de onze décadas de crescimento, desafios, conquistas e transformações. Uma cidade construída por gente trabalhadora, que acorda cedo, enfrenta filas, paga impostos e espera, em troca, o mínimo: uma administração pública eficiente.

Mas justamente no aniversário da cidade surge uma pergunta inevitável: o que a gestão do General Joaquim Silva e Luna entregou de concreto nos últimos 18 meses?

"General prometeu gestão, entregou espera e buracos"

A resposta, para muitos iguaçuenses, parece caber dentro de um buraco. E não faltam buracos para servir de exemplo.

Durante a campanha eleitoral, os eleitores foram apresentados a uma figura quase mitológica. Um general quatro estrelas. Ex-ministro. Ex-presidente da Itaipu. Um homem que, segundo seus apoiadores, carregava experiência administrativa suficiente para transformar Foz do Iguaçu numa referência nacional de gestão pública.

O discurso era poderoso. Afinal, quem ousaria duvidar de um militar de alta patente?

Quem ousaria questionar alguém que afirmava ter participado da construção de estradas na Amazônia e se apresentava como especialista em infraestrutura?

O problema é que a propaganda eleitoral terminou em outubro de 2024.

A realidade começou em janeiro de 2025.

E desde então a cidade parece viver uma experiência curiosa: quanto maior foi a expectativa criada, maior tem sido a decepção observada.

"General de campanha, Prefeito de cronograma"

Passados 18 meses, a sensação é que Foz do Iguaçu não está sendo administrada por um general em campanha permanente, mas por um síndico excessivamente preocupado em seguir um cronograma enquanto o prédio pega fogo.

Aliás, poucas palavras simbolizam tão bem a atual administração quanto a palavra "cronograma".

Sempre existe um cronograma. O buraco será tapado conforme o cronograma. A obra será executada conforme o cronograma. A manutenção acontecerá conforme o cronograma. O problema será resolvido conforme o cronograma.

A pergunta que o cidadão faz é simples: E a realidade, entra em qual cronograma? Porque cidade não funciona como quartel. Cidade não obedece toque de recolher administrativo. Cidade não para, para esperar a próxima reunião. Cidade não entra em forma para aguardar despacho burocrático.

A gestão pública exige reação imediata. Exige adaptação. Exige prioridades. Exige liderança.

Quando aparece um buraco gigantesco numa avenida movimentada, ninguém quer ouvir que existe uma programação para os próximos meses.

Quando falta médico, o paciente não quer saber do cronograma. Quando uma empresa espera meses por um alvará, o empresário não quer saber do cronograma.

"O governo do cronograma e a cidade dos problemas reais"

Quando um cidadão espera consulta especializada durante meses, o cronograma vira apenas uma palavra bonita para justificar a demora.

A grande ironia é que o General passou boa parte da campanha transmitindo a imagem de alguém preparado para enfrentar guerras administrativas.

Mas a gestão pública não é uma guerra convencional. Não existem mapas previsíveis. Não existem inimigos claramente identificados. Não existe linha de frente.

Todos os dias surge um novo problema. Todos os dias aparece uma nova emergência. Todos os dias surge uma nova crise.

E é justamente aí que muitos observadores enxergam a principal fragilidade da atual administração.

A impressão é que a Prefeitura reage lentamente aos acontecimentos.

Enquanto a realidade corre em velocidade máxima, a gestão caminha em passo ordinário.

E a cidade percebe isso. Na saúde, as reclamações continuam. Nas ruas, os problemas continuam. Na burocracia municipal, os problemas continuam. Na mobilidade urbana, os problemas continuam. Na sensação de insegurança, os problemas continuam. Na fiscalização excessiva apontada por comerciantes, os problemas continuam. Na dificuldade enfrentada por empreendedores, os problemas continuam.

"Foz esperava obras, recebeu explicações"

A impressão é que o governo completou 18 meses explicando por que as coisas não acontecem, quando deveria estar demonstrando por que elas aconteceram.

E aqui surge outra questão desconfortável. Quais são as grandes obras efetivamente iniciadas e executadas pela atual administração?

A pergunta incomoda porque não encontra respostas fáceis.

 

GENERAL SILVA E LUNA

Faltam apenas 30 meses: A longa contagem regressiva do general

Foz 112 Anos: Parabéns à cidade, paciência ao cidadão; O Governo que inaugura ontem e não constrói amanhã

Boa parte das inaugurações realizadas até agora são heranças administrativas da gestão anterior.

Projetos concebidos anteriormente. Recursos captados anteriormente. Planejamentos iniciados anteriormente. Licitações estruturadas anteriormente.

É como receber um bolo pronto, cortar a fita inaugural e posar para a fotografia. Difícil mesmo é produzir um novo bolo.

E essa dificuldade tem ficado cada vez mais evidente. Enquanto isso, outro fenômeno político começa a acontecer.

"Saudade do antecessor: O maior feito da atual gestão?"

O fantasma do ex-prefeito Chico Brasileiro volta a circular pelas conversas de rua.

E isso deveria acender um alerta vermelho dentro da Prefeitura.

Porque poucos meses atrás parecia impossível imaginar que parte da população começaria a dizer:

"Na época do Chico era melhor." Mas está acontecendo. Não necessariamente porque o governo anterior tenha sido perfeito. Longe disso.

Mas porque o atual governo parece incapaz de demonstrar que representa uma evolução. Na política existe uma regra cruel. Quando o sucessor decepciona, o antecessor melhora automaticamente na memória popular. E o General Silva e Luna parece estar realizando esse milagre político diariamente. Transformar Chico Brasileiro em saudade.

"A contagem regressiva do Governo Silva e Luna"

Outro exemplo frequentemente citado está relacionado à área da segurança pública.

Durante a administração passada, em meio a dificuldades e limitações conhecidas, houve avanços importantes em estrutura.

Já na atual gestão, muitos questionam a capacidade de articulação política de determinadas secretarias.

A pergunta ecoa nos bastidores: Onde estão os resultados? Onde estão os investimentos? Onde estão as conquistas administrativas capazes de justificar o discurso de eficiência que foi vendido na campanha?

A resposta continua perdida em algum relatório, provavelmente seguindo o cronograma. Mas talvez a questão mais profunda não esteja nas obras. Nem na saúde. Nem na burocracia. Nem na segurança. Talvez esteja no pertencimento.

Uma parcela significativa da população vê o General Silva e Luna como alguém que chegou a Foz do Iguaçu pelas circunstâncias da política.

"O paraquedista da Prefeitura e a cidade sem legado"

Um gestor de passagem. Um administrador temporário. Um paraquedista político. A comparação pode parecer dura, mas encontra respaldo no sentimento popular.

Afinal, quando terminar o mandato, qual será o destino do General? Permanecerá em Foz? Construirá sua vida na cidade? Ou seguirá para junto de sua família em outro local?

A dúvida gera uma percepção difícil de combater. Quem pretende ficar costuma pensar em legado. Quem está de passagem costuma pensar apenas em concluir a missão.

E cidades não precisam de missões temporárias. Precisam de projetos duradouros. Precisam de visão de futuro. Precisam de gestores comprometidos com as próximas décadas.

"30 meses para acabar: A esperança do vice e de muitos eleitores"

Por fim, existe o caso do vice-prefeito Ricardo Nascimento. Figura que parece ocupar uma das posições mais ingratas da política local.

O vice vive hoje numa espécie de sala de espera institucional. Nem protagonista. Nem oposição. Nem situação. Nem alternativa. Apenas expectativa.

Enquanto isso, a administração acumula desgaste. E o desgaste do prefeito inevitavelmente contamina quem está ao seu lado.

A verdade é que o relógio não para. Dezoito meses já passaram. Trinta meses restam. Pode parecer muito tempo. Mas para quem ainda precisa apresentar resultados consistentes, é quase um piscar de olhos.

"Quanto falta para acabar? Foz já faz essa conta"

Principalmente porque a população já começou a fazer a sua própria contagem regressiva. Não a contagem para inaugurações. Não a contagem para obras. Não a contagem para promessas.

Mas a contagem para o fim do mandato. E talvez esse seja o retrato mais preocupante para qualquer governante.

Quando a população deixa de perguntar o que será feito amanhã e passa a perguntar apenas quanto tempo falta para acabar.

"18 meses depois, a pergunta continua: cadê a gestão?"

Se os primeiros 18 meses serviram para destruir expectativas, os próximos 30 dirão se ainda existe tempo para reconstruí-las.

Pelo humor das ruas, pelo tom das críticas e pela crescente frustração de quem acreditou no discurso da campanha, o General está descobrindo uma verdade que nenhum treinamento militar ensina: Governar uma cidade é muito mais difícil do que vencer uma eleição.

E, até agora, a guerra da gestão parece estar sendo perdida batalha após batalha.

Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 436, páginas 4 e 5, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

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