Gestão do Prefeito Silva e Luna faz paciente esperar mais que obra pública
Por Tribuna Foz dia em Notícias
VERGONHA
Gestão do Prefeito Silva e Luna faz paciente esperar mais que obra pública
Saúde de Foz enterra dignidade e agenda consulta para outubro; Consulta em Foz demora tanto que doença vence o agendamento
O sistema de saúde pública de Foz do Iguaçu parece ter finalmente encontrado a fórmula perfeita da "eficiência administrativa moderna": Transformar uma consulta simples com clínico geral em uma espécie de prêmio de fidelidade. O cidadão vai ao posto em maio e, se tiver sorte, consegue ser atendido em outubro. Isso mesmo, cinco meses de espera para uma consulta básica. Talvez a prefeitura esteja confundindo UBS com financiamento imobiliário: você faz o pedido agora e recebe só no fim do ano.
"Gestão Silva e Luna faz doente esperar até esquecer a doença"
O caso ocorrido na UBS do Profilurb II, exposto nas redes sociais na página "Elogios e reclamações de Foz do Iguaçu e região", escancarou aquilo que milhares de moradores já sabem na prática: o discurso oficial da "saúde humanizada" só funciona mesmo nas propagandas institucionais. Porque na vida real, o cidadão entra no posto doente e sai com uma previsão de atendimento que parece calendário de vestibular.
"Saúde pública de Foz virou piada cruel bancada pelo contribuinte"
A dona "Maria", ao procurar atendimento, descobriu que sua consulta foi marcada para o dia 05 de outubro de 2026. Talvez a intenção da gestão seja inovar no conceito de medicina preventiva: se o paciente sobreviver até lá, significa que nem precisava tanto da consulta assim.
Afinal, cinco meses de espera para um clínico geral não é atraso, é praticamente um teste de resistência física e psicológica patrocinado pelo município.
"Enquanto prefeito e vice fazem eventos o povo apodrece na fila da saúde"
Enquanto isso, o prefeito General Joaquim Silva e Luna e seu vice Ricardo Nascimento seguem administrando a cidade como se estivesse tudo dentro da normalidade. E talvez esteja mesmo… pelo menos dentro da realidade paralela criada pelas coletivas de imprensa, vídeos institucionais e discursos otimistas onde tudo funciona maravilhosamente bem.
Na propaganda, a saúde avança. Na prática, o povo espera até outubro para medir pressão.
"Comissão de Saúde em Foz serve apenas como peça decorativa"
E onde entra o vereador Adnan El Sayed, presidente da Comissão de Saúde da Câmara? Essa talvez seja a pergunta que ecoa pelos corredores dos postos de saúde. Porque comissão existe, cargo existe, salário existe, estrutura existe… o que aparentemente não existe é resultado. Ou será que a função da Comissão de Saúde virou apenas emitir notas protocolares enquanto o cidadão amarga filas, demora e humilhação? Para muitos moradores, a sensação é de que a comissão virou peça decorativa do Legislativo: bonita no papel, inútil na prática.
VERGONHA
"Secretário Fabio de Mello transformou UBS em fábrica oficial de humilhação"
UBS Profilurb II lança atendimento premium: cinco meses de espera; Outubro virou a nova emergência médica da saúde de Foz
Já o secretário de saúde, Dr. Fabio de Mello, provavelmente deve considerar tudo isso apenas "casos pontuais". Afinal, essa expressão virou a aspirina política favorita das administrações públicas: quando o caos explode, chama-se de "pontual" e segue tudo normalmente. O problema é que os casos pontuais em Foz parecem acontecer todos os dias, em vários bairros, com centenas de pessoas diferentes.
Os comentários na publicação são um retrato cruel da indignação popular. Laide Teles resumiu bem o sentimento coletivo ao afirmar: "Realmente um descaso com a saúde da população!!". E talvez a palavra "descaso" ainda seja gentil demais para definir um sistema que faz o cidadão esperar cinco meses por uma consulta básica.
"Paciente pede consulta e ganha previsão digna de fila funerária"
Outro detalhe importante levantado pelos próprios moradores é que a revolta não é contra médicos, enfermeiros ou atendentes. Pelo contrário. "Os atendentes e enfermeiros são nota 1000", comentou Laide Teles. Isso desmonta imediatamente a narrativa conveniente de jogar a culpa nos servidores da ponta. O problema, segundo os próprios usuários, está na gestão do sistema, na falta de planejamento, na ausência de médicos suficientes e numa administração que aparenta estar mais preocupada em discursos do que em soluções reais.
"UBS do Profilurb pratica medicina baseada em abandono coletivo"
A internauta Positive Pomelo8099 foi ainda mais direta ao dizer: "Podiam tirar uns 3 ou 4 vereadores que não servem pra nada e ganham uma fortuna. E com o dinheiro contratar mais médicos pra atender a população". Uma frase dura, mas que representa exatamente o humor popular diante de uma máquina pública cada vez mais cara e cada vez menos eficiente.
E como sempre acontece quando a população perde a paciência, o sarcasmo popular começa a substituir qualquer esperança institucional. Sara Rorato ironizou dizendo que iria compartilhar o caso "no vídeo da filha do prefeito dizendo que o povo reclama demais". Já Paulo Ricardo respondeu com uma sugestão simples e objetiva: mandar a filha do prefeito tentar marcar uma consulta no Profilurb II. Talvez seja uma excelente experiência de imersão administrativa. Nada aproxima mais um gestor da realidade do que enfrentar a fila que o próprio governo produz.
"UBS do Profilurb transforma clínico geral em evento semestral"
Enquanto isso, o COMUS, que deveria exercer papel fiscalizador e representar os interesses da população dentro da saúde pública, permanece praticamente invisível diante de situações como essa. A impressão passada ao cidadão é devastadora: existe conselho, existe comissão, existe secretário, existe prefeito, existe estrutura… mas quando o povo precisa de atendimento, sobra apenas a fila e a revolta.
O mais impressionante é que, mesmo diante de tantos relatos semelhantes, ainda existem pessoas tentando vender a narrativa de que a saúde municipal vive uma fase extraordinária. Talvez extraordinária seja mesmo a capacidade da população de suportar tamanho abandono sem explodir completamente.
"Consulta para outubro prova que saúde de Foz vive no futuro"
Porque esperar cinco meses por uma consulta básica não é apenas um problema administrativo. É o retrato de uma cidade onde o cidadão paga imposto em dia, mas recebe de volta um sistema que parece ter desistido dele.
Esta é uma reprodução da matéria jornalística publicada pelo Jornal Tribuna Popular, Edição 435, páginas 6 e 7, de autoria do Jornalista Enrique Alliana

